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Atualização de software: por que o assunto assombra empresas

Muitos CIOs enfrentam hoje uma mesma dúvida: vale a pena atualizar as aplicações corporativas? A dúvida está, principalmente, no quanto os investimentos vão representar um retorno interessante para a organização. Os vendedores, por sua vez, oferecem uma série de argumentos para que as empresas atualizem seus softwares, entre eles: ter acesso a novas funcionalidades e […]

Publicado: 17/05/2026 às 13:48
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Atualização de software: por que o assunto assombra empresas
Construção civil — Foto: Reprodução

Muitos CIOs enfrentam hoje uma mesma dúvida: vale a pena atualizar as aplicações corporativas? A dúvida está, principalmente, no quanto os investimentos vão representar um retorno interessante para a organização.

Os vendedores, por sua vez, oferecem uma série de argumentos para que as empresas atualizem seus softwares, entre eles: ter acesso a novas funcionalidades e aplicações avançadas e ter uma arquitetura ágil, que permita a integração de soluções e serviços de próxima geração.

“A maioria das empresas e dos executivos de TI empurra a atualização o mais longe possível, com o objetivo de evitar custos e minimizar problemas de parada nos negócios”, relata Paul Hamerman, analista da Forrester Research, em um relatório sobre o tema.

No documento, a consultoria calcula que só 5% a 10% dos clientes atuais de softwares corporativos migram para a versão mais recente. Enquanto outros 40% a 50% permanecem no release atual e os demais permanecem com soluções antigas.

A pesquisa elaborada pela Forrester oferece uma visão aprofundada dos prós e os contras da atualização de software e das razões pelas quais os negócios continuam a ficar desconfortáveis com esse tipo de prática.

No relatório, Hammerman relata que um dos grandes problemas para as organizações está no fato de que é muito difícil prever as atualizações no custo total de propriedade (TCO) de um software corporativo.

Na sequência, o especialista elenca os motivos que dificultam o cálculo do TCO.

1. Falta de previsibilidade – Hamerman escreve que, tipicamente, os fornecedores lançam uma versão das aplicações corporativas a cada dois anos. “Alguns fornecedores tem tentado acelerar o passo de melhorias, com um sucesso ainda questionável”, ele adiciona.

2. Tudo é opcional – “Em um mundo de softwares baseados em licença, as atualizações são opcionais, pelo menos nos casos em que existe um problema com a validade do suporte”, pontua o especialista.

“A natureza da possibilidade de atualizar significa que nem os profissionais de TI e os gestores da corporação planejam e orçam isso de forma regular”, acrescenta. Segundo isso, isso faz com que os custos do upgrade não seja previstos como parte do TCO.

3. O valor da atualização é difícil de estimar – Na maioria dos casos, os projetos de atualização de software necessitam de ajuda externa e conhecimentos técnicos. “E calcular o custo disso envolve analisar um número de variáveis, incluindo a quantidade de customizações, quais as versões que serão migradas, as novas funcionalidades que precisam ser desenvolvidas, a estabilidade da nova versão e o impacto da integração com outros sistemas”, ressalta o especialista. Segundo ele, essa deve ser a base do plano e das justificativas usadas pela liderança de TI e pelos departamentos de finanças para justificar os upgrades.

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