MPF recomenda que Telefônica não cobre por rescisão de contrato por conta dos problemas que usuários têm enfrentado
A Telefônica confirmou, por meio de comunicado enviado à imprensa, que o serviço de internet banda larga voltou a enfrentar instabilidade na tarde desta quinta-feira (02/07). Antes mesmo do posicionamento da operadora, relatos da imprensa nacional e posts de usuários do serviço microblog Twitter reportavam os problemas com o serviço Speedy. As dificuldades estariam ocorrendo por uma falha na autenticação e a previsão.
De acordo com a Telefônica, a instabilidade foi detecdada em “parte da infraestrutura de rede que dá suporte ao acesso à internet”, o que teria causado dificuldade de navegação para grupos de usuários. A operadora informa ter mobilizado equipes técnicas para solucionar o problema “no menor prazo possívelm, sem prejuízo para as ações emergenciais que estão sendo executadas para aprimorar o funcionamento do serviço de banda larga.”
Nesta mesma quinta-feira, o Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) recomendou à operadora que aceite o cancelamento do contrato do serviço de internet sem que o cliente tenha que pagar multa por conta de alguma cláusula de fidelização.
Em nota à imprensa, o órgão afirma que o procurador da República, Marcio Schusterschitz da Silva Araújo, autor da recomendação, entende que a empresa não pode impor o prejuízo da “sua má prestação de serviços aos consumidores”.
Além disso, o MPF pede que a empresa não insira o nome de clientes no cadastro de restrição de créditos por débitos relativos ao mês de abril deste ano, enquanto a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não liberar novas vendas do serviço de internet banda larga.
Na noite de quinta-feira, em um segundo comunicado, a Telefônica afirmou que não havia mais queixas de usuários sobre instabilidade na rede, mas que as equipes continuavam monitorando a infraestrutura.
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