Rede chegará a 370 mil domicílios no Estado de São Paulo, tanto na capital como na região metropolitana e interior
ATUALIZADA ÀS 15h29 – Depois de chegar com rede de fibra óptica a 40 mil residências, em 2007, em um movimento para oferecer banda larga (Speed) de 30 megabits por segundo
(Mbps) em alguns bairros de São Paulo (com investimentos da ordem de R$ 10 milhões), a Telefônica anunciou, nesta terça-feira (28/10), durante a Futurecom, investimentos de R$ 123 milhões para a ampliação da rede com objetivo de alcançar 370 mil domicílios no Estado, tanto na capital paulista como na região metropolitana e interior.
De acordo com Antonio Carlos Valente, presidente da Telefônica no Brasil, o objetivo inicial de limitar a área de alcance era gerar aprendizado com a implementação e a instalação do ambiente. “A fibra óptica tem sido um grande desafio para todas as operadoras no mundo inteiro, porque precisa fazer diversos ajustes no sistema, preparar o call center, entre outros”, relatou Valente em encontro com jornalistas.
A rede de fibra vai aumentar gradativamente, mas depende de aspectos regulatórios – como a aprovação do Projeto de Lei 29/2007, que cria regras para o mercado de TV por assinatura e para o mercado de audiovisual. Esta infra-estrutura também abre caminho para televisão, porém, este tipo de oferta ainda depende de uma plataforma de IPTV. Com a fibra óptica, a Telefônica pretende prestar serviços de TV, voz e internet, mas atualmente apenas tem no portfólio apenas a banda larga. A meta, segundo Valente, é oferecer para o cliente serviços, independente do meio. Na sexta-feira (24/10), a Telefônica que está fazendo testes com a tecnologia WiMAX em 2,5 Ghz, em conjunto com a Motorola e a Intel.
Lar digital
A Telefônica fechou contrato com a construtora CHL, focada no mercado do Rio de Janeiro, para fornecer soluções de automação residencial. O pacote inclui projeto, instalação e manutenção de dispositivos controláveis, como dimmers, termostatos, sensores de presença e contato, painéis de controle remoto, câmeras IP, fechadura com biometria, entre outros.
“Nós colocamos toda a infra-estrutura para que os apartamentos sejam diferenciados”, explicou Valente. Para ele, existe demanda por parte das construtoras e incorporadoras que buscam maneiras de incluir mais serviços aos edifícios que entregam. O presidente da Telefônica acredita que, dentro de dois anos, este tipo de iniciativa pode ser realidade para a classe média.
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