A Amazon Web Services (AWS), unidade de nuvem da gigante norte-americana Amazon, anunciou essa semana que vai investir US$ 1 milhão no Jane Goodall Institute (JGI), instituto criado pela cientista Jane Goodall – falecida no último dia 1º de outubro – para preservação e conservação de primatas. O valor será aportado pelo Generative AI Innovation […]
A Amazon Web Services (AWS), unidade de nuvem da gigante norte-americana Amazon, anunciou essa semana que vai investir US$ 1 milhão no Jane Goodall Institute (JGI), instituto criado pela cientista Jane Goodall – falecida no último dia 1º de outubro – para preservação e conservação de primatas. O valor será aportado pelo Generative AI Innovation Fund, criado pela Big Tech para estimular o uso de IA generativa.
O financiamento será usado para uma “digitalização abrangente” dos arquivos de pesquisa do JGI, o que inclui recursos humanos e implementação de tecnologias baseadas em IA. O instituto abriga dados de pesquisa coletados por Jane Goodall nos últimos 65 anos, tempo em que ela documentou meticulosamente suas pesquisas sobre chimpanzés e babuínos, incluindo manuscritos, filmagens e dados observacionais ainda em formato analógico.
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“Usando uma variedade de modelos de linguagem incorporados no Amazon Bedrock e no Amazon SageMaker, juntamente com engenharia de prompt, estamos desbloqueando novas possibilidades por meio da análise baseada em IA do arquivo de notas e vídeos manuscritos do JGI”, diz em comunicado Taimur Rashid, diretor administrativo do Centro de Inovação em IA generativa da AWS.
Nesse projeto, a AWS vai trabalhar com a Ode Partners, que fará o trabalho de digitalização de dados e desenvolvimento de sistemas para acesso aos dados.
O JGI encara o projeto como uma “próxima etapa crítica para ajudar a dimensionar a visão holística da Dra. Jane Goodall de pesquisa aberta integrada, conservação e educação lideradas pela comunidade”, diz em comunicado Lilian Pintea, vice-presidente de ciências da conservação do JGI-USA. “Ao desbloquear esses arquivos com tecnologias de IA generativas e agênticas, ampliaremos a missão do JGI e criaremos um legado digital que garanta que o trabalho pioneiro dela continue a inspirar e guiar as gerações futuras.”
O projeto se baseia em uma prova de conceito desenvolvida com o centro de IA generativa da AWS e se desdobrará em fases. Primeiro, com a digitalização dos arquivos de pesquisa manuscritos. :
O projeto se baseia em uma prova de conceito desenvolvida com o centro de IA generativa da AWS e se desdobrará em fases. Primeiro, com a digitalização dos arquivos de pesquisa manuscritos em formato digital estruturado. Depois, esses dados de pesquisa serão migrados para a infraestrutura de nuvem, com integração de fontes de dados multimodais, incluindo sistemas de informações geográficas (GIS), imagens de satélite, registros históricos de pesquisa, vídeos e paisagens sonoras em uma plataforma de pesquisa unificada.
A equipe deve desenvolver também um sistema de IA que funciona com os bancos de dados do JGI para pesquisa e descoberta em linguagem natural. Criarão ainda um portal para pesquisadores consultarem, analisarem e cruzarem dados.
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