ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250
conservação
COP30
GBB
GenRefBR
ICMBio
ITV

Banco genômico nacional quer ajudar a conservar espécies brasileiras

Um consórcio para catalogar e armazenar material genético de espécies da fauna e da flora brasileiras: essa é a promessa do Banco de Referências Genômicas de Espécies Brasileiras (GenRefBR), plataforma pública e gratuita. O sistema foi anunciado durante a COP30 pelo Genômica da Biodiversidade Brasileira (GBB), iniciativa público-privada entre o Instituto Tecnológico Vale (ITV) e […]

Publicado: 04/03/2026 às 06:52
Leitura
3 minutos
Saíra-apunhalada Brasil
Construção civil — Foto: Reprodução

Um consórcio para catalogar e armazenar material genético de espécies da fauna e da flora brasileiras: essa é a promessa do Banco de Referências Genômicas de Espécies Brasileiras (GenRefBR), plataforma pública e gratuita. O sistema foi anunciado durante a COP30 pelo Genômica da Biodiversidade Brasileira (GBB), iniciativa público-privada entre o Instituto Tecnológico Vale (ITV) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O objetivo é reduzir a dependência de repositórios internacionais e dar visibilidade às espécies brasileiras em escala global. “Até hoje, se um pesquisador brasileiro quisesse estudar o DNA de uma espécie nativa, precisaria recorrer a bancos dos Estados Unidos, do Japão ou da Europa — e nem sempre conseguia saber se aquele material genético era mesmo brasileiro”, explica em comunicado Gisele Nunes, pesquisadora de genômica ambiental no ITV.

Para desenvolver o GenRefBR, os pesquisadores usaram informações de espécies brasileiras publicadas em bancos internacionais e as disponibilizaram com informações como bioma de origem da espécie e o risco de extinção. Para espécies prioritárias sem genoma publicado, foram mapeadas pesquisas em andamento no Brasil. Em alguns casos, foi necessário a coleta em campo.

Leia mais: Superaquecimento vira ameaça global para data centers na era da IA

Serão produzidos pelo menos 80 genomas de referência, um mapa do código genético da espécie em alto padrão de qualidade; mil genomas populacionais, que analisam a diversidade genética de vários indivíduos de uma população; e 1.600 códigos de barras de DNA, trechos curtos e padronizados do DNA que funcionam como identificadores únicos de espécies.

As amostras são enviadas ao laboratório de genômica do ITV em Belém, onde é feito o processo de extração do DNA, sequenciamento, bioinformática, entre outras.

Conservação de espécies

Uma espécie que poderá ser melhor estudada e conservada é a saíras-apunhaladas (Nemosia rourei), que hoje tem apenas 20 indivíduos espalhadas em duas áreas de floresta no Espírito Santo. A ave vive em ambientes de Mata Atlântica primária acima de 800 metros de altitude, o que faz sua distribuição ser muito restrita.

Graças à iniciativa do GBB, a espécie terá um genoma populacional armazenado. Os resultados preliminares indicam que há conexão entre as duas populações distantes 80 quilômetros entre si. Entre os caminhos possíveis estão medidas para garantir o fluxo gênico entre as populações, como a criação de corredores de Mata Atlântica para ligar as regiões.

Outro animal com genoma armazenado é o Iuiuniscus iuiuensis, isópode – crustáceo que lembra um “tatuzinho” de jardim – despigmentado e cego que constrói casulos de barro para se proteger na hora da muda (troca de exoesqueleto), comportamento nunca antes observado. A criatura foi descoberta pelo biólogo Rodrigo Lopes Ferreira, da Universidade Federal de Lavras (MG), em uma caverna no interior da Bahia.

* com informações d’A Mata N’Ativa

Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Notícias relacionadas