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Bancos vão investir R$ 45,1 bi em tecnologia apenas em 2023

Os bancos brasileiros vão gastar 29% mais em tecnologia ao longo de 2023, ou um orçamento total de R$ 45,1 bilhões – incluindo despesas e investimentos. Em 2022, o valor gasto foi de R$ 34,9 bilhões (R$ 22,8 bilhões em despesas e R$ 12,1 bilhões em investimentos), impulsionado pela implementação de recursos como nuvem e […]

Publicado: 16/04/2026 às 19:19
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isaac sidney, febraban, bancos
Construção civil — Foto: Reprodução

Os bancos brasileiros vão gastar 29% mais em tecnologia ao longo de 2023, ou um orçamento total de R$ 45,1 bilhões – incluindo despesas e investimentos. Em 2022, o valor gasto foi de R$ 34,9 bilhões (R$ 22,8 bilhões em despesas e R$ 12,1 bilhões em investimentos), impulsionado pela implementação de recursos como nuvem e inteligência artificial (IA). Já esse ano, os dois grandes destaques devem ser o Open Finance e a transformação digital dessas organizações.

Os dados e as conclusões fazem parte da primeira etapa da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2023, realizada pela Deloitte e divulgada nessa quarta (3) pela Federação Brasileira de Bancos. Os dados foram calculados com base em valores indicados pelos próprios bancos participantes da amostra.

“A tecnologia é uma grande aliada na democratização do acesso aos serviços financeiros, ampliando diariamente a oportunidade de as pessoas fazerem todo tipo de operações a qualquer hora, qualquer lugar e em diferentes equipamentos”, avalia em comunicado Isaac Sidney, presidente da Febraban.

Na prática, as prioridades apontadas pelos bancos para 2023 são, em primeiro lugar, a análise e exploração dos dados obtidos via Open Finance, tema que também ocupou a primeira posição em 2022. As instituições citaram também a transformação cultural do banco; moedas e ativos digitais; expansão de transações via chatbot; e o incentivo do consumidor ao compartilhamento de dados.

De acordo com a pesquisa, 75% das instituições bancárias querem ofertar mais produtos financeiros para os clientes, 69% desejam conhecer melhor o contexto do cliente e 44% pretendem oferecer serviço de iniciação de pagamentos. Além disso, 38% querem melhorar a precificação dos produtos, 31% reduzir riscos de crédito e 19% expandir negócios não financeiros.

Leia também: Atendimento ruim e lacuna de crédito são oportunidades para fintechs

Atualmente, 80% dos bancos respondentes afirmam que até 10% da base de clientes aderiu ao Open Finance, proporção que deve crescer em 2023, segundo a federação. Os bancos querem explorar oportunidades relacionadas a dados para transformar a cultura das organizações, e ao mesmo tempo usufruir dos investimentos feitos em nuvem.

A migração para cloud continua no foco dos investimentos e deve se expandir em pelo menos 20% em 2023, diz a Febraban.

Mas antes…

Entretanto, para investir nessas prioridades, os bancos tem que tirar alguns assuntos da frente. Por exemplo otimizar legado e priorizar investimentos em nuvem, apostar em inteligência artificial para automação e investir mais em segurança cibernética. Há ainda o que a Febraban chama de “movimentos emergentes”, incluindo tokenização de ativos, 5G, metaverso e ESG.

“A segurança cibernética inteligente, que não depende de uma tecnologia, mas sim de vários métodos de verificação e autenticação, é essencial para que nossos clientes façam suas operações com total segurança”, avalia Rodrigo Mulinari, diretor do Comitê de Inovação e Tecnologia da Febraban.

De acordo com ele, as instituições estimam aumentar o orçamento de segurança cibernética para infraestrutura, prevenção às ameaças, gestão de identidades e acesso, contratação de especialistas na área de segurança da informação, e detecção e respostas a incidentes no meio digital.

“Em relação à inteligência artificial, destaco as aplicações de biometria facial e chatbots, que estão entre as mais importantes para os bancos neste ano e trazem segurança, eficiência nas operações e atendimentos cada vez mais personalizados”, complementa Mulinari.

Investimentos em centralidade do cliente também devem ampliar os valores gastos em CRM, Analytics e Big Data, entre outras tecnologias.

Quadro de colaboradores

A relevância da TI na indústria bancária se reflete no número de profissionais no quadro total de colaboradores dos bancos, que em média ficou em 10%, segundo o estudo. Deste total, a maior parte dos profissionais de TI é composta por desenvolvedores (62%).

Para 2023, os bancos estimam investir R$ 1,6 bilhão em infraestrutura e soluções tecnológicas para a experiência de trabalho dos colaboradores.

Segundo o levantamento, a maioria dos bancos (69%) pretende aumentar o quadro de profissionais de tecnologia, especialmente com desenvolvedores, especialistas em segurança da informação e cientistas e engenheiros de dados.

Em relação aos treinamentos, as ações voltadas à formação de times ágeis tiveram expansão de 55% nesta edição, com crescimento de 41% em número de pessoas treinadas. Já os investimentos para treinar funcionários de TI cresceram 18%, com alta de 15% em pessoas treinadas.

Os dados foram coletados entre dezembro de 2022 e março de 2023 por formulário eletrônico e entrevistas com líderes de tecnologia. Dezesseis bancos responderam, ou 84% dos ativos do setor bancário no País. Vinte e oito executivos concederam as entrevistas.

O primeiro volume da pesquisa pode ser acessado integralmente (em pdf) por esse link.

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