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Banda larga: efeito do desenvolvimento econômico

Programas de estimulo a banda larga nos Estados Unidos farão diferença em três critérios: concorrência, acessibilidade e fidedignidade

Publicado: 18/05/2026 às 19:46
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Banda larga: efeito do desenvolvimento econômico
Construção civil — Foto: Reprodução

Os dois programas federais de estimulo a banda larga nos Estados Unidos, BTOP e BIP, farão muita diferença em nossos três critérios: concorrência, acessibilidade e fidedignidade. Mais do que isso, incluem como condição, que qualquer rede principal construída deve permitir acesso aberto. Os programas irão afetar sua empresa, mesmo que não imediatamente, mas talvez pelo o que chamamos de efeito “em gotas”.

Esses são alguns exemplos: a Iniciativa Keystone para redes baseada em educação e pesquisa, beneficiária de US$ 99,6 milhões do BTOP, na Pensilvânia, disse que irá servir “parceiros na educação, pesquisa, saúde e desenvolvimento econômico”. Esse tipo de organização costumava servir apenas educação e pesquisa. Mas, devido a afiliações com hospitais universitários, saúde entrou na lista. Lembra da telemedicina? Agora, organizações de desenvolvimento econômico estão se envolvendo também. Assim temos o efeito “em gotas”.

Mesmo quando quantias de estimulo não estão na jogada, o pessoal que lida com desenvolvimento econômico recebe estimulo com acesso de alta velocidade. A Eletric Power Board, em Chattanooga, Tennessee, disse que irá oferecer conexão de até 150 Mbps para as 170 mil residências e negócios (urbanas e rurais), até o final desse ano. 

Bem vindos de volta a Sneakerville

Um pouco cautela é necessário. Não haverá iniciativa de banda larga mal concedida. Equipes de TI experientes se manterão próximas das operações, deixando as especulações para investidores e economistas. Ir além de sneakernet irá exigir mais do que grandes tubulações. “Engenheiros civis descobriram, há algum tempo, que construir mais pistas nas rodovias, na prática, não diminui o trânsito”, disse Mark Butler, diretor de marketing de produtos e serviços de Internet da Internap. “A redução vem quando se usa a capacidade disponível de forma mais eficiente”.

Portanto, enquanto acompanhamos as legislações e toda a loucura vinda de Washington, mantenha o ritmo com a realidade tecnológica, a fim de que não invista em cabos de alta velocidade apenas para descobrir que seu caso de uso não é exatamente o que estava planejado. George Bonser, operador de rede da operadora de mensagens móveis Seven, citou alguns casos de empresas que instalaram cabos de alta velocidade e depois descobriram que não poderiam chegar nem perto do seu limite teórico por causa do software em uso.

É uma questão complicada que merece sua atenção da mesma forma que a competição no mercado de banda larga, acessibilidade e fidedignidade.

*Jonathan Feldman é um executivo de TI da Carolina do Norte.

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