Banco do Estado do Espírito Santo investiu R$ 14 milhões na solução para garantir confiabilidade à operação
Os cerca de 800 mil clientes do Banestes (Banco do Estado do Espírito Santo) ganharam um motivo a mais para ficarem tranquilos. O banco investiu cerca de R$ 14 milhões na criação de um site de contingência. O projeto, iniciado em 2005, contemplou a instalação de um mainframe (uma máquina Sun destinada à automação bancária), 40 servidores, no-breaks redundantes, um grupo de moto-geradores e toda infraestrutura de telecom de contingência suportada por operadoras distintas.
A instituição movimenta aproximadamente 500 mil contas a cada dia, ocasionando fluxo de um milhão de lançamentos a cada 24 horas. Paulo Cezar Lorenção, diretor de TI do Banestes, comenta que uma parada nos equipamentos ocorrida em 2005 acelerou a decisão. Até então, banco dependia de um único parque para tocar processos críticos. Os backups estavam em fitas de segurança guardadas em uma sala-cofre no próprio site principal e uma cópia dos dados armazenada em outro ponto geográfico.
A integradora de TI Cimcorp desenhou a arquitetura de infraestrutura do parque de contingência em um projeto que teve colaboração de consultores da Unisys e profissionais da área de tecnologia do Banestes. A primeira etapa contemplou serviços mais críticos. Lorenção destaca que a própria priorização dessas fases consumiu especial atenção para não antecipar serviços menos importantes à operação do banco. Desta forma, os sistemas mais antigos e de processamento mais pesados, como é o caso que rodam no mainframe, foram os primeiros a serem contingenciados.
O site de contingência fica distante 5 km do principal para evitar qualquer tipo de problema. O “espelho” opera praticamente o tempo todo em compasso de espera. Segundo Lorenção, a exceção fica por conta do storage, que replica tudo o que ocorre na estrutura principal.
A TI desenhou um script manual para colocar o backup para rodar, caso todas outras possibilidades falharem. “Muitas pessoas não pensam que, quando ocorrer uma catástrofe, elas podem ser atingidas”, sentencia o diretor. A descrição de um passo-a-passo supre esta carência. “Qualquer um que entenda de informática levantaria o site do outro lado por procedimentos manuais”, enfatiza o executivo, definindo o limite de quatro horas como prazo suficiente para ligar completamente a contingência.
No estágio atual, 90% dos serviços do banco estão espelhados. “Os outros 10% são operações menos críticas que devem ser colocados em contingência na expansão do projeto”, explica, apontando que a próxima fase contemplará essas aplicações. “Os clientes não precisam ter a preocupação que os dados podem sumir”, garante Lorenção. Até porque, com o parque de backup, o Banestes opera em três camadas de segurança, pois as fitas e a sala-cofre não foram abandonadas.