Novo serviço de busca da Microsoft oferece forma de bloquear conteúdo pornográfico
A Microsoft está no centro das atenções por conta de uma ferramenta em seu serviço de buscas Bing que permite usuários assistirem vídeos pornográficos – China e alguns países islâmicos desabilitaram a função – mas a fabricante de software está enfatizando que o Bing também inclui meios que permitem os usuários bloquearem qualquer conteúdo que julgue ofensivo. “Há diversas funcionalidades incorporadas ao Bing para ajudar no bloqueio deste tipo de material”, falou um porta-voz da Microsoft à InformationWeek EUA.
Basicamente, o serviço de buscas possui um filtro chamado SafeSearch, com objetivo de prevenir que imagens explícitas sejam mostradas nos resultados da busca. “Trata-se de um trabalho mais conservador que outros na indústria”, sinalizou Mike Nichols, gerente do Bing, em recente post de blog. “Se você acionar o SafeSearch, você não verá texto, imagens e vídeos explícitos. Se desabilitar a funcionalidade, esses conteúdos irão aparecer”, escreveu Nichols.
A Microsoft também adicionou uma ferramenta que permite gestores de rede manusearem o SafeSearch em modo rede. Nichols informou que a Microsoft pode introduzir outras ferramentas para ajudar usuários do Bing no bloqueio desse tipo de conteúdo. “Acreditamos que nossas funções de busca segura são sólidas, mas na companhia estamos sempre trabalhando para incrementar isso”, afirmou.
A fabricante de software está buscando fazer barulho no mercado de buscas. Nos primeiros nove meses de 2008, a empresa comprometeu mais de US$ 1,5 bilhão para adquirir negócios relativos às buscas na web. O trabalho, no entanto, será árduo. O Google controla 64% das buscas nos Estados Unidos, enquanto a Microsoft tem apenas 8% deste mercado. De acordo com pesquisas como a da ComScore, o Yahoo, segundo do ranking, tem 21% de participação.