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Black Friday: Cielo opera infraestrutura robusta para sustentar nova jornada de compra

A Black Friday completa 15 anos no Brasil em 2025 e, para a Cielo, a data deixou de ser um evento simplesmente promocional para se tornar um laboratório vivo do futuro dos meios de pagamento. Segundo o CTO da companhia, Carlos Alves, o avanço da data exige infraestrutura robusta, inteligência artificial (IA) distribuída e interfaces […]

Publicado: 04/03/2026 às 14:50
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Carlos Alves, CTO da Cielo. Foto: Divulgação
Construção civil — Foto: Reprodução

A Black Friday completa 15 anos no Brasil em 2025 e, para a Cielo, a data deixou de ser um evento simplesmente promocional para se tornar um laboratório vivo do futuro dos meios de pagamento. Segundo o CTO da companhia, Carlos Alves, o avanço da data exige infraestrutura robusta, inteligência artificial (IA) distribuída e interfaces conversacionais capazes de redesenhar a jornada de compra.

“A Black Friday é o dia de maior concentração de vendas do mês, com clientes planejados, conectados e exigentes. Para nós, é garantir segurança, qualidade e disponibilidade em cada transação”, afirmou Alves durante encontro com a imprensa.
Os indicadores mostram a dimensão do desafio. Em 2024, a Cielo registrou que São Paulo concentrou 33,1% do volume nacional de transações, com pico às 17h; no Rio de Janeiro, o maior movimento foi às 15h. O ticket médio chegou a R$ 154,46.

A trajetória da Black Friday reflete a evolução do varejo digital no País. O evento começou em 2010 exclusivamente on-line, como ensaio para antecipar o Natal. Entre 2012 e 2013, com a expansão dos marketplaces e o monitoramento de preços, ganhou credibilidade.

A integração com lojas físicas se consolidou em 2019, exigindo reforços na infraestrutura de pagamentos. Em 2023, a virada foi para o digital: crescimento de 14,1% no on-line versus 0,1% no varejo físico. Em 2024, segundo o CTO, a revolução ocorreu no varejo físico conectado, totalmente integrado às estratégias omnichannel.

IA e a chegada dos browsers conversacionais

A principal transformação apontada por Alves na data daqui para frente é a ascensão da chamada “terceira onda” do varejo digital: os browsers conversacionais com IA.

A primeira onda foi a busca tradicional. A segunda, o domínio dos marketplaces. Já a terceira traz ambientes como ChatGPT, Perplexity e Gemini, que passaram a integrar catálogo, busca, comparação, recomendação e pagamento numa mesma interface.

“Tudo converge para a conveniência do usuário. Ele vai escolher o que for mais simples. As tecnologias conversacionais se conectam ao catálogo, encontram a melhor oferta e levam a um meio de pagamento seguro. Tudo acontece ali, de forma transparente”, disse o executivo.

A Cielo prevê que parte relevante das compras passe a ser feita diretamente por prompts, sem visita a um site ou app. Isso intensifica a necessidade de tokenização, cofres de senha, antifraude avançado e rastreabilidade.

War room e infraestrutura robusta

Nos bastidores, a companhia mobiliza uma operação reforçada para suportar o pico de transações. São mais de 400 profissionais envolvidos, aumento de 13% no investimento operacional e 60% mais testes de estresse nas aplicações.

A empresa opera um ciclo de 10 dias com um war room dedicado ao monitoramento contínuo de resiliência, disponibilidade e segurança. O Núcleo de Controle da Cielo (NCC) faz observabilidade transação a transação, identifica riscos, coordena respostas a fraudes e aciona migrações automáticas em caso de falhas.

“É literalmente um ambiente de guerra. O consumidor pode comparar preços, mas nós não podemos ter um segundo de instabilidade”, afirmou Alves.

O centro de monitoramento ocupa um andar inteiro da companhia e reúne equipes de infraestrutura, transações, segurança, fraude, emissores, aplicações e suporte. O NCC acompanha em tempo real oscilações de autorizadores, taxas de aprovação, filas e sinais de tentativa de fraude.

Núcleo de Controle da Cielo. Foto: Divulgação

Núcleo de Controle da Cielo. Foto: Divulgação

A preparação inclui ensaios de redundância, validação de rotas de fallback e testes de migração automática entre servidores. “Se tenho um problema em um grupo de servidores, preciso migrar sem que o cliente perceba. Isso precisa estar ensaiado”, explicou o CTO.

A adoção de IA para análise preditiva, reconhecimento de padrões e observabilidade avançada é parte central da estratégia, especialmente diante do crescimento dos ambientes conversacionais e das novas jornadas de compra mediadas por IA.

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