A atividade de bots alimentados por inteligência artificial aumentou 300% no último ano, sendo a maior parte ligada a raspagem de dados, manipulação de preços e tentativas de fraude. É o que revela um relatório da Akamai, que indica que esses bots respondem por quase 1% de toda a automação detectada em sua plataforma, com […]
A atividade de bots alimentados por inteligência artificial aumentou 300% no último ano, sendo a maior parte ligada a raspagem de dados, manipulação de preços e tentativas de fraude. É o que revela um relatório da Akamai, que indica que esses bots respondem por quase 1% de toda a automação detectada em sua plataforma, com bilhões de interações diárias.
“Os bots com IA impulsionam ataques ao manipular e imitar ações legítimas de pessoas, permitindo fraudes digitais, transações não autorizadas e identidades falsas”, diz em comunicado Fernando Serto, Field CTO da Akamai Technologies para a América Latina. “Esse é um padrão global, mas com nuances regionais. Nos mercados latino-americanos, onde o consumo é altamente digitalizado e sistemas de pagamento instantâneo, como o Pix no Brasil, são amplamente usados, os bots com IA encontram o ambiente ideal para explorar vulnerabilidades e obter vantagem econômica rápida.”
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Entre julho e agosto de 2025, a Akamai diz ter identificado 948 bilhões de interações de bots na América Latina, sendo 697 milhões geradas por bots com IA. O Brasil lidera, com 408 milhões de interações, seguido pelo México, com 230 milhões. Outros países da região registraram atividade menor – Colômbia com 32 milhões e Chile com 7,6 milhões.
O varejo lidera o ranking de setores com maior volume de bots com IA na América Latina, com 468 milhões de detecções, seguido pelos serviços financeiros (83 milhões) e setor público (40 milhões).
Segundo a Akamai, grande parte das fraudes digitais é conduzida por bots programados para cometer crimes. No setor financeiro, tentativas de login com credenciais roubadas são automatizadas, assim como testes de números de cartão de crédito obtidos ilegalmente. Outros bots impedem que consumidores concluam compras, prejudicam o tráfego de redes corporativas e reduzem a capacidade das empresas de operar processos críticos.
Segundo Serto, a IA “transformou o cibercrime em um serviço”, o que significa o avanço do “modelo fraud-as-a-service (FaaS), com golpes vendidos prontos em mercados clandestinos”. “Hoje, é possível até alugar um bot para realizar ataques ou comprar ingressos de eventos disputados”, diz.
O Fraud and Abuse Report 2025 da Akamai pode ser acessado nesse link aqui.
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