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Fernando Meirelles
FGV
Gastos em TI
mercado de TI
smartphones

Brasil terá 420 milhões de dispositivos digitais em 2019, aponta FGV

Os smartphones são os queridinhos dos usuários que ingressaram fortemente na era digital e foram contaminados de maneira irreversível pela atraente e conveniente mobilidade. Eles cresceram nada menos do que 10 milhões de unidades ativas em comparação a 2018. E integram o combo de dispositivos digitais, ao lado de notebooks, tablets e computadores. Estes são […]

Publicado: 27/05/2026 às 10:46
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Smartphones FGV
Construção civil — Foto: Reprodução

Os smartphones são os queridinhos dos usuários que ingressaram fortemente na era digital e foram contaminados de maneira irreversível pela atraente e conveniente mobilidade. Eles cresceram nada menos do que 10 milhões de unidades ativas em comparação a 2018. E integram o combo de dispositivos digitais, ao lado de notebooks, tablets e computadores. Estes são alguns dos resultados revelados na 30ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP).

Em solo nacional, a média é de dois dispositivos digitais por habitante, em um montante que soma 420 milhões deles. Os protagonistas smartphones totalizam 230 milhões, adicionando os notebooks e os tablets são 324 milhões de dispositivos portáteis em maio de 2019, sendo 1,6 dispositivo portátil por habitante.

O professor da FGV Fernando Meirelles, comandante da pesquisa, alerta que a tendência é que o número de smartphone por pessoa se estabilize em uma unidade e a estimativa é que o seu total não ultrapasse a 240 milhões, contrariando o desenho anterior do uso de um corporativo e outro pessoal. “Para cada TV vendida no Brasil foram vendidos quatro celulares.”

“Os preços desses aparelhos são exorbitantes. Mas a dependência de uso está crescendo. Isso porque o desejo das pessoas em adquiri-los é dez vezes maior do que a sua necessidade tecnológica”, observa o professor. “Mas esse mercado de dispositivos digitais está saturado. Este ano, vão vender 40 milhões de celulares, isso, se a economia deslanchar”, avalia Meirelles, acrescentando que o tablet não vingou.  Mas o celular se tornou o bem mais importante e necessário do que qualquer outro dispositivo.

Na base ativa, o País tem 180 milhões de computadores, com seis para cada sete habitantes. “As pessoas estão comprando mais celulares do que computador e a vida últil dele está crescendo. As pessoas estão turbinando a máquina e não trocando”, explica. A venda anual de computadores, segundo o estudo, deverá crescer muito pouco em 2019.

Retomada do crescimento

Gasto e investimento em TI registraram crescimento de 7,9 % da receita das empresas, enquanto em 2018 o registro foi de 7,7 %. “Esse aumento, depois de uma estagnação de quatro anos sem crescimento, é atribuído ao fato de as empresas não conseguiram mais segurar a necessidade de atualização de seus sistemas”, explica Meirelles. O estudo também apontou que o custo anual de TI por usuário somou R$ 46,8 mil.

O levantamento mostrou ainda que os sistemas integrados de gestão (ERP) da Totvs, SAP e Oracle detêm 79% do mercado. Sendo que entre as empresas menores a liderança é da Totvs e nas maiores quem ganha a preferência é a SAP.

No final da apresentação do estudo, o professor deu a dica: “Quem decifrar o celular primeiro vai ganhar muito dinheiro. Qual banco usa o total de recursos dos smartphones? O que temos hoje em serviços e facilidades é apenas a ponta do iceberg. A Transformação Digital pelo celular é chave e há muito por vir”.

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