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Estudo faz recomendações para o Brasil implementar ensino de computação em escolas

Às vésperas da implementação no Brasil da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para cursos de computação, experiências internacionais mostram que é possível estruturar políticas públicas de ensino na área e garantir que os estudantes desenvolvam competências digitais. É o que defende um estudo – chamado Currículos de Computação: Levantamento e Recomendações – encomendado pela Fundação […]

Publicado: 05/03/2026 às 03:08
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4 minutos
Estudo faz recomendações para o Brasil implementar ensino de computação em escolas
Construção civil — Foto: Reprodução

Às vésperas da implementação no Brasil da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para cursos de computação, experiências internacionais mostram que é possível estruturar políticas públicas de ensino na área e garantir que os estudantes desenvolvam competências digitais. É o que defende um estudo – chamado Currículos de Computação: Levantamento e Recomendações – encomendado pela Fundação Telefônica Vivo e pelo Movimento pela Base, e produzido pelo Vozes da Educação.

O estudo foi realizado entre novembro e dezembro de 2024 e traz recomendações para apoiar redes de ensino na implementação do BNCC Computação. Mas também acende um alerta: redes que não se mobilizarem correm risco de prejuízos pedagógicos e financeiros.

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Segundo o estudo, direitos de aprendizagem digitais devem ser garantidos para todos os estudantes brasileiros. E além da adequação curricular, indicadores nesse sentido passam a ser critérios para o recebimento do VAAR (Valor Anual/Aluno por Resultado) do Fundeb. São considerados o investimento em cada rede de ensino, a partir do número de matrículas e de resultados educacionais.

De acordo com as resoluções pertinentes, é necessário que os currículos contemplem as normas relativas à Computação na Educação Básica, e as redes de ensino deverão informar o cumprimento dessas metas. Caso ainda não tenham incorporado em 2026, as redes podem ser impedidas de receber os recursos da complementação do VAAR.

“A adoção da BNCC Computação traz direitos de aprendizagem sobre temas que são essenciais para preparar as crianças e os jovens para uma sociedade cada vez mais digital. Não se trata de um conteúdo pontual eletivo, mas sim de algo que precisa acompanhar o estudante ao longo de sua trajetória escolar, sob pena de ampliarmos desigualdades no país”, diz Lia Glaz, diretora-presidente a Fundação Telefônica Vivo.

Experiências internacionais

O levantamento analisou iniciativas de oito países: Austrália, Canadá (Ontário), Chile, Estados Unidos (Arkansas e Nevada), Nova Zelândia, Portugal e Reino Unido. O objetivo foi identificar como o ensino de computação vem sendo incorporado aos currículos escolares, considerando aspectos como currículo, formação docente, recursos de apoio e avaliação da aprendizagem.

Em países como Austrália, Chile, EUA, Portugal, Nova Zelândia e Reino Unido, a computação é tratada como disciplina específica, com conteúdo próprio em diferentes etapas da educação básica. Em outros, como Ontário (Canadá), há integração transversal, em que as habilidades da área dialogam com matemática, ciências e linguagens.

Os territórios analisados oferecem algum tipo de formação continuada de professores para apoiar a implementação do currículo. Em sete deles, é exigida formação inicial específica em computação ou áreas correlatas. Nos EUA, estados como Arkansas e Nevada exigem aprovação em exames de certificação.

Quando se trata de recursos pedagógicos, os governos disponibilizam materiais como planos de aula, plataformas digitais, bibliotecas de recursos e kits de robótica. No Chile, o Ministério da Educação produz livros didáticos digitais gratuitos para apoiar alunos e professores.

Recomendações para o Brasil

O relatório traz sugestões para apoiar redes de ensino na implementação da BNCC Computação. Segundo o documento, é importante alinhar os referenciais curriculares, garantindo os três eixos estruturantes – Pensamento Computacional, Cultura Digital e Mundo Digital – e a progressão das aprendizagens por etapa.

No Brasil, a maioria das redes estão realizando a implementação de forma transversal, e não como componente específico, diz o estudo. Quando falamos de recursos didáticos, se destacam o desenvolvimento e a distribuição de materiais adaptados a diferentes contextos, incluindo planos de aula, kits de tecnologia e propostas de avaliação.

Para a formação de professores, diz o documento, é fundamental ampliar a oferta de cursos de graduação específicos, incluir conteúdos de computação em pedagogia e licenciaturas e promover formações continuadas com trilhas temáticas.

A pesquisa completa está disponível para download gratuito no site da Fundação Telefônica Vivo.

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