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Brasil evolui em inovação, mas precisa acelerar, avalia pesquisador do MIT

Atualmente, o Brasil ocupa a 66ª posição, entre 129 nações, no Índice Global de Inovação (IGI), publicado anualmente pela Universidade Cornell, pelo INSEAD e pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). O dado mostra o enorme trabalho que o País tem pela frente para acelerar a inovação como estratégia, a única forma de retomar o […]

Publicado: 21/05/2026 às 00:38
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Construção civil — Foto: Reprodução

Atualmente, o Brasil ocupa a 66ª posição, entre 129 nações, no Índice Global de Inovação (IGI), publicado anualmente pela Universidade Cornell, pelo INSEAD e pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). O dado mostra o enorme trabalho que o País tem pela frente para acelerar a inovação como estratégia, a única forma de retomar o crescimento da nação.

“O Brasil fez grandes progressos em relação ao tema nos últimos anos, mas a agenda de inovação perdeu a agilidade e há diversos desafios”, indicou em entrevista ao IT Forum 365 Ezequiel Zylberberg, pesquisador do MIT e coautor do livro “Innovation in Brazil: Advancing Development in the 21st Century”.

Zylberberg indicou uma série de caminhos que podem ser percorridos para acelerar a inovação. Um deles é fomentar a pesquisa e desenvolvimento (P&D) e tornar os negócios mais alinhados ao ecossistema de inovação. Outra maneira é investir em educação em engenharia. “Vemos educação em engenharia focada em teoria e pouco na prática”, disse.

Ainda sobre o tema educação, o especialista indiciou que com cortes de bolsas de estudo para pesquisa, pode haver um gap nos próximos anos. “Sabemos que o Brasil tem uma comunidade de pesquisa forte em algumas áreas, das quais é referência, isso não é um problema. O problema é acabar com isso, cortando bolsas de estudo. Agora é um momento importante para o Brasil. Um momento em que o País pode capitalizar tudo o que construiu nos últimos anos e há risco de perder isso tudo”, sentenciou.

Muito além das universidades, Zylberberg comentou que grupos de inovação estão desenvolvendo papel importante no fomento à inovação, como é o caso do CESAR, em Recife.

Outra frente defendida pelo especialista é investir e se especializar em um mercado e qualificar mão de obra. “O Brasil depende muito de coisas importadas. E isso é muito difícil em vários sentidos. Não é a forma mais efetiva de construir inovação. Precisa se especializar, como Singapura fez”, exemplificou, citando o país hoje referência em disco rígidos para computadores.

Para os próximos dez anos, Zylberberg tem uma visão otimista sobre a evolução do País no ecossistema nacional e internacional de inovação. “Espero que o Brasil tenha previsibilidade e visão ambiciosa, procurando formas de ir além, apoiando em um ambiente de negócios simplificado, global e integrado, em vez de isolado”, finalizou ele.

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