ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250
inovação
Lenovo

Brasil ainda importa inovação, mas Lenovo mostra que é possível criar aqui

O Brasil figura entre os maiores mercados consumidores de tecnologia do mundo. Ainda assim, continua distante de ser reconhecido como um polo global de inovação. O Índice Global de Inovação (IGI) 2025, da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), indica que o Brasil ocupa o 52º […]

Publicado: 13/03/2026 às 13:12
Leitura
4 minutos
Hildebrando Lima, diretor de P&D da Lenovo Brasil. Foto: Divulgação
Construção civil — Foto: Reprodução

O Brasil figura entre os maiores mercados consumidores de tecnologia do mundo. Ainda assim, continua distante de ser reconhecido como um polo global de inovação. O Índice Global de Inovação (IGI) 2025, da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), indica que o Brasil ocupa o 52º lugar entre 139 países avaliados.

Por aqui, as subsidiárias das big techs operam majoritariamente como estruturas comerciais, voltadas a vendas e marketing, enquanto os investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) permanecem modestos diante do potencial do País.

A Lenovo é uma das poucas exceções que insistem em transformar o discurso em prática. Desde 2012, a companhia já investiu R$ 950 milhões em P&D no Brasil. Apenas entre 2019 e 2024, foram R$ 125 milhões aplicados no laboratório de Indaiatuba (SP). O centro é hoje um dos pilares de inovação da empresa fora da China, responsável por desenvolver tecnologias que já estão embarcadas em mais de 800 milhões de PCs Lenovo em todo o mundo.

Na fábrica de Indaiatuba, a Lenovo mantém uma infraestrutura de ponta dedicada ao desenvolvimento de soluções de inteligência artificial (IA), automação e novos conceitos de design. Ao todo, 36 projetos de P&D estão em andamento no País neste ano, entre eles o TRAdA, plataforma de IA criada em parceria com o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo (InCor).

O sistema combina dispositivos de internet das coisas (IoT) vestíveis e algoritmos de inteligência artificial para identificar eventos de arritmia cardíaca em tempo real, um exemplo de como inovação e impacto social podem caminhar juntos. Em 2025, a solução começou a ser testada também em atletas de alto rendimento, em um projeto piloto com o time Primavera SAF, de Indaiatuba, voltado à saúde e segurança esportiva.

Outro caso de inovação “made in Brazil” é a Karakuri, sistema de automação que deu origem ao Sushi Box, usado hoje em outras fábricas da Lenovo pelo mundo. A solução organiza automaticamente os materiais necessários para a montagem de equipamentos, otimizando o processo produtivo e reduzindo desperdícios.

Entre burocracia e talento

Apesar de avanços pontuais, o país ainda enfrenta uma série de barreiras para consolidar um ecossistema robusto de inovação. “O principal desafio é o baixo investimento em ciência e tecnologia em relação ao PIB, muito inferior ao das economias líderes”, observa Hildebrando Lima, diretor de P&D da Lenovo Brasil.

Além disso, burocracia, carga tributária elevada e custos altos de operação atrasam pesquisas e dificultam a importação de insumos. A competição acirrada por talentos especializados em áreas críticas, como IA, segurança cibernética e engenharia de hardware, também é um entrave.

“Superar esses obstáculos exige políticas públicas consistentes, incentivos à inovação e maior integração entre empresas, universidades e centros de pesquisa”, completa Lima.

A dependência de tecnologias importadas, segundo o executivo, é um risco concreto à soberania tecnológica brasileira. “O desafio não é apenas produzir tudo localmente, mas construir uma base sólida de conhecimento e capacidade de desenvolvimento aqui”, afirma.

Para a Lenovo, soberania significa autonomia para adaptar e evoluir soluções globais de acordo com as necessidades locais, algo que o Brasil tem potencial para alcançar. A empresa vem apostando em transferência de conhecimento e colaborações acadêmicas, como o programa de residência em Segurança Cibernética desenvolvido com a Universidade Federal do Ceará, que capacita profissionais para atuar em instituições públicas e privadas.

Brasil no mapa global da inovação da Lenovo

Globalmente, a Lenovo investiu US$ 2,02 bilhões em P&D no ciclo 2023/2024, com mais de 16 mil profissionais dedicados à pesquisa. No Brasil, a operação envolve 79 colaboradores diretos, 10 parceiros estratégicos e 512 profissionais em parcerias com centros de P&D distribuídos por Manaus, Fortaleza, Recife, Brasília, Campinas, Sorocaba, Florianópolis e São Paulo.

Esse esforço já começa a gerar frutos. Já são 51 patentes em andamento no País e soluções criadas aqui ganham o mundo, consolidando o Brasil como um hub de relevância crescente na estratégia global da empresa. “Temos um time altamente qualificado, criativo e comprometido. O próximo salto tecnológico pode, sim, começar daqui”, observa Lima.

Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Notícias relacionadas