ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250
equidade
equidade de gênero
liderança
machismo estrutural
Mulheres
mulheres em TI
mulheres na tecnologia
PageGroup
recursos humanos
Women in Technology

Brasil tem menor participação de mulheres na liderança da TI da região

As executivas brasileiras de tecnologia detêm a menor participação em cargos de liderança na América Latina. Segundo o estudo Women in Technology, conduzido pela consultoria especializa em recrutamento executivo PageGroup, o Brasil ocupa a última posição entre os países com menos mulheres em cargos de médio e alto escalão, com 66,8% de participação. Por outro […]

Publicado: 06/03/2026 às 08:09
Leitura
4 minutos
mulheres
Construção civil — Foto: Reprodução

As executivas brasileiras de tecnologia detêm a menor participação em cargos de liderança na América Latina. Segundo o estudo Women in Technology, conduzido pela consultoria especializa em recrutamento executivo PageGroup, o Brasil ocupa a última posição entre os países com menos mulheres em cargos de médio e alto escalão, com 66,8% de participação.

Por outro lado, o México está na liderança, com 84,3%, seguido por Colômbia (84%), Peru (77,9%), Argentina (76,6%) e Chile (68,7%). As profissionais de TI do Brasil, no entanto, acabam ocupando o maior volume de posições técnicas e de suporte à gestão, como assistentes, analistas, consultores e especialistas, com 33,2%, acompanhado de Chile (31,3%), Argentina (23,4%), Peru (22,1%), Colômbia (16%) e México (15,7%).

Segundo elas, as empresas são as maiores responsáveis pelo desequilíbrio entre os sexos no ambiente de trabalho, motivo apontado por 48,1% das brasileiras entrevistadas. O número é inferior no Chile (43,8%), Argentina (29%), México (28,4%), Colômbia (27,1%) e Peru (19,4%).

Leia mais: Estudo: Diversidade é diferencial de compra para quase 90% das empresas

Por outro lado, as executivas brasileiras têm maior participação nos conselhos de administração das companhias instaladas na América Latina. O Brasil lidera a lista onde há mais de 50% de presença feminina nos boards das empresas, com 5,6%. Na sequência, aparecem México (5%), Colômbia (3,4%), Peru (2,8%) e Argentina e Chile, com nenhuma participação acima de 50%.

Esse cenário desigual, contudo, deve mudar no Brasil nos próximos anos. “O que eu tenho visto é uma intensa movimentação das companhias para recrutar mais mulheres em seus quadros colaborativos”, observa Luana Castro, gerente da divisão de Tecnologia do PageGroup. De acordo com a especialista, as empresas vêm buscando aumentar a participação feminina em cargos mais estratégicos, o que ajudará a diminuir essa diferença histórica.

Discriminação

Realizado em março e abril deste ano, o levantamento entrevistou 930 profissionais em cargos de alta e média gestão no Brasil, Argentina, Chile, Peru, Colômbia e México. Do total, 72% são mulheres e 28% homens.

O mapeamento revela ainda que as profissionais brasileiras lideram as queixas na região por terem sofrido ao menos um episódio de preconceito e discriminação no trabalho (65,3%). A porcentagem é superior às registradas no México (55,7%), Peru (53,8%), Chile (47,8%), Colômbia (47,3%) e Argentina (45,8%).

Sobre a existência de uma política de equidade de gênero, os respondentes brasileiros também aparecem na dianteira ao relatar a inexistência de um programa de igualdade entre os sexos, com 66,9%, à frente de Peru (61%), Colômbia (55,6%), México (52,8%), Argentina (50%) e Chile (43,8%).

Quando questionados sobre o período necessário para que haja maior equilíbrio na igualdade de gênero dentro das empresas, os participantes brasileiros são os menos otimistas. Para 13,2% isso só ocorrerá após 25 anos, o que é compartilhado por chilenos (12,5%), mexicanos (8%), colombianos (7,9%), peruanos (6,5%) e argentinos (3,2%).

Inclusão de mulheres

Dentre os caminhos que podem estimular as empresas a contratarem mais mulheres em tecnologia, os respondentes brasileiros listaram: contratar mais mulheres mediantes processos de recrutamento sem vieses inconscientes (56,2%), promover campanhas de incentivo para que mais mulheres ingressem no universo da tecnologia (41,5%) e maiores oportunidades de promoção (40,8%).

Outro aspecto que também pode atrapalhar a atração e contratação de mais mulheres na tecnologia é a ausência de programas de benefícios direcionados a esse público. O Brasil liderou esse quesito (apontado por 76,6%). O país perde apenas para o Peru, com 77,4%. Em terceiro aparece o México, com 76%, seguido por Chile (71,9%), Colômbia (70%) e Argentina (67,7%).

Em relação ao programas de benefícios direcionados ao público feminino, os mais listados no país foram horários flexíveis (76,7%), home office/ teletrabalho (73,3%), oportunidades de carreira e desenvolvimento (70%), seguro-saúde (66,7%), programas de liderança feminina (63,3%), auxílio-creche/ berçário (56,7%).

Sobre a existência de programas de qualificação apoiados pela área de Recursos Humanos que diminuam os vieses em processos seletivos e promoções, a maioria dos respondentes da região não reconhece a existência de ações nesse sentido. A liderança é do Chile, com 71,9%, acompanhado por Peru (69,5%), Brasil (68,6%), México (63,8%), Colômbia (62,4%) e Argentina (60%).

O mapeamento também elencou algumas questões que indicam a baixa participação de mulheres em posições de tecnologia no Brasil. Entre os principais fatores estão o domínio masculino no segmento (57,4%), falta de inspiração e modelos a seguir para as mulheres (47,3%), processos seletivos favorecem os homens (35,7%) e menores oportunidades em cargos de liderança e promoções (34,9%).

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas