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Brasileiro mantém insegurança quanto a transações por celular

Pesquisa da da Unisys e ICR mostra que apenas 2% das pessoas usam celular para transações online

Publicado: 25/04/2026 às 13:08
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3 minutos
Brasileiro mantém insegurança quanto a transações por celular
Construção civil — Foto: Reprodução

O brasileiro parece ainda longe de começar a realizar transações bancárias e pagamentos por telefone celular e outros aparelhos móveis, indica pesquisa divulgada pela fabricante de hardware e serviços de tecnologia Unisys e realizada pela empresa de pesquisas International Communications Research (ICR). O resultado mostrou que apenas 2% das pessoas usam celulares para transações online e outras 11% consideram a possibilidade de usar o aparelho para esse fim. A questão segurança é primordial – 39% consideram essas transações não muito seguras e 43% nada seguras.

O presidente da Unisys, Paulo Bonucci, avalia que os números indicam que pagamento por celular está longe, mas em algum momento vai “acontecer” e crescer rapidamente. Mas, antes da demanda se expandir, algumas questões de legislação e modelo de negócio precisam de solução. Ele cita a França, em que há uma empresa atuando como a processadora do pagamento, como fazem as companhias de cartões de crédito e débito.

Segundo a pesquisa, bancos ou outras instituições financeiras foram eleitas por 63% dos ouvidos como o provedor de serviços que proporcionaria melhor segurança para as transações. As operadoras de telecomunicações, que demonstram interesse nesse negócio, apareceram apenas com 11%, e as lojas virtuais com 4% das respostas.Em sua segunda edição, o estudo, que é realizado semestralmente, ouviu no último mês de março 1,5 mil pessoas das classes A, B e C de domícilios aleatórios em São Paulo e Grande São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Curitiba, Porto Alegre e Salvador. Com base nas respostas, ele desenvolve um índice de segurança do País, que vai de 0 a 300. Quanto mais alto o número, mais inseguras se sentem as pessoas.

Na primeira edição, o Brasil apareceu como o país com o mais alto índice dos 14 pesquisados, de 188 pontos. Já em março, subiu duas posições e o índice caiu para 166. A nota é composta por avaliações em quatro aspectos: segurança nacional (envolvendo fronteiras e saúde), pessoal, financeira e na web.

A maior queda aconteceu no campo de segurança financeira, de 197 para 167, o que reflete a economia. “As pessoas estão mais confiantes com seus empregos e financeiramente”, comenta o executivo. A porcentagem dos respondentes que afirmaram não ter nenhuma preocupação em honrar suas obrigações financeiras essenciais subiram de 14% para 26% em seis meses.

Em comparação com os problemas do mundo físico, a preocupação com a internet aparece com índices menores, o que Bonucci credita ao fato do acesso à web ainda estar em níveis baixos e haver uma proporção alta de pessoas comprando o primeiro PC – 28% dizem não ter nenhuma preocupação com segurança em compras e transações pela internet. A porcentagem é mais alta que os 21% que afirmam não se importar com vírus e e-mails não-solicitados, o que pode ser explicado pelo fato de os pagamentos on-line serem um segundo passo para o novo usuário de computadores.

Também chamou atenção o fato da porcentagem de pessoas com extrema preocupação em terem informações de seus cartões de crédito e débito roubadas ter caído de 24% para 17%.

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