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Instituto Locomotiva
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Brasileiros ainda desconfiam mais da IA do que de humanos, diz estudo

A Inteligência Artificial pode até estar evoluindo a passos largos e provocando grandes inovações em todas as indústrias, no entanto, quando se trata de confiança, ela ainda parece perder para os humanos. Um novo estudo realizado pelo Instituto Locomotiva revelou que os brasileiros têm maior intolerância a erros ou injustiças provocadas pela inteligência artificial, enquanto dão […]

Publicado: 21/03/2026 às 15:19
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3 minutos
reconhecimento facial, IA, inteligência artificial, FACET
Construção civil — Foto: Reprodução

A Inteligência Artificial pode até estar evoluindo a passos largos e provocando grandes inovações em todas as indústrias, no entanto, quando se trata de confiança, ela ainda parece perder para os humanos. Um novo estudo realizado pelo Instituto Locomotiva revelou que os brasileiros têm maior intolerância a erros ou injustiças provocadas pela inteligência artificial, enquanto dão mais créditos a profissionais humanos pelos sucessos obtidos.

A pesquisa foi realizada com 1.700 participantes com idades entre 18 e 77 anos.

Para o estudo, alguns cenários hipotéticos foram considerados para levar em conta o uso da IA e de um humano: ação policial, aumento salarial, seleção profissional e distribuição de recursos financeiros em um município.

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“Seria precipitado dizer que esses vieses são intrinsecamente negativos ou positivos. Eles provavelmente refletem um histórico de más experiências com a tecnologia, que tanto pode ceifar a abertura ao novo, quanto servir de anteparo a riscos que sequer antevemos. De uma forma ou de outra, fato é que o brasileiro anda desconfiado”, explica Álvaro Machado Dias, sócio do Instituto Locomotiva, neurocientista e futurista.

Vieses de gênero

A reputação da Inteligência Artificial também não se saiu bem em relação a seleção de profissionais no mercado de trabalho.  Os brasileiros tendem a achar a IA mais injusta para essa tarefa.

Da mesma forma, os participantes da pesquisa atribuem maior intencionalidade e imoralidade no aumento salarial proporcionalmente menor para mulheres. Assim, mulheres responsabilizam mais a IA do que homens no cenário envolvendo vieses salariais, já os homens tendem a amenizar o erro, tratando-o como “não intencional”.

“As mulheres, historicamente, vêm se dando mal nessa área, vide o que o mercado inteiro fala sobre uso de IAs pouco sofisticadas para filtrar currículos e produzindo mais recomendações masculinas do que femininas”, explica Álvaro.

Os brasileiros entrevistados também avaliam que humanos podem ser mais justos em casos de processos seletivos e a possibilidade de um aumento salarial.

Outra conclusão trazida pelo estudo faz um recorte na percepção das classes sociais mais altas. De acordo com a pesquisa, apenas as pessoas que se consideram extremamente ricas penalizam igualmente a IA e o ser humano pelos fracassos. Elas também são mais intolerantes aos erros humanos.

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