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Maioria dos brasileiros não teme perder emprego para robôs

Uma grande parte dos brasileiros que está no mercado de trabalho acredita já possuir as habilidades necessárias para o futuro do trabalho e, mesmo diante dos avanços da tecnologia, não teme perder o emprego para robôs. Os dados são da nova pesquisa “Futuro do Trabalho: onde estamos e para onde vamos”, realizada pela plataforma Futuros […]

Publicado: 28/03/2026 às 12:31
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5 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

Uma grande parte dos brasileiros que está no mercado de trabalho acredita já possuir as habilidades necessárias para o futuro do trabalho e, mesmo diante dos avanços da tecnologia, não teme perder o emprego para robôs. Os dados são da nova pesquisa “Futuro do Trabalho: onde estamos e para onde vamos”, realizada pela plataforma Futuros Possíveis em parceria com o Opinion Box.

O estudo revelou que 61% das pessoas consultadas acham que a tecnologia não será capaz de eliminar seus empregos. Pelo contrário: 77% acham que o avanço tecnológico não é uma ameaça à carreira em seu setor de atuação, e 69% acreditam que as soluções tecnológicas vão tornar o trabalho mais rápido e eficiente.

Além disso, 61% concordam que o trabalho não será substituído por uma tecnologia, e sim por outros profissionais que a utilizam. O otimismo em relação ao avanço tecnológico é corroborado pela percepção de que 49% discordam que suas profissões vão sumir daqui a 20 anos.

Os brasileiros também se mostram otimistas em relação à capacidade de atender às exigências do trabalho do futuro, tanto no que se refere a habilidades técnicas quanto socioemocionais (autonomia, criatividade e empatia). Entre os entrevistados, 93% acreditam ter as competências para se manterem empregadas no futuro, sendo que 87% dizem priorizar a preparação para os desafios futuros do mercado de trabalho.

A maioria (79%) afirmou ter tempo para se qualificar para tal, e para 69% só estudar não é suficiente para se preparar para o futuro do trabalho. Já na análise feita por faixa etária, o grupo entre 30 e 49 anos é o que afirmou ter menos tempo para se qualificar, e em relação ao grupo socioeconômico.

Leia também: Mães apostam em empreendedorismo para conciliar trabalho e filhos

“O estudo mostra que as pessoas se veem co-responsáveis pelo seu desenvolvimento profissional”, diz Andreza Maia, CPO e cofundadora da Futuros Possíveis. No entanto, Andreza reforça o cenário de desigualdade social no Brasil que afeta as condições de adaptação para o futuro do trabalho. “De fato, considerando as complexidades que temos no Brasil, dizer que profissionais precisam desenvolver múltiplos potenciais e que elas são as únicas responsáveis por suas carreiras é incoerente.”

Segundo a pesquisa, o avanço tecnológico nas empresas precisa caminhar junto à capacitação dos times. Entre os profissionais ouvidos para o estudo, 64% afirmaram que a empresa onde trabalham é orientada por tecnologia em alguma medida. A pesquisa também mapeou a adoção tecnológica nas empresas do ponto de vista dos trabalhadores.

Segundo os respondentes, abordagens como inteligência artificial, big data, e participação no metaverso estão entre as menos utilizadas atualmente nas empresas (21%, 19% e 11%, respectivamente). Por outro lado, quando o assunto é o uso de ferramentas para fazer avaliações de experiência do cliente, estabelecer comunicação via chat online em tempo real e o uso de pesquisas de mercado, os resultados são melhores (45%, 43% e 37%, respectivamente).

Layoffs afetam mais mulheres

O estudo também buscou analisar as principais mudanças sentidas pelos profissionais depois da pandemia. A maioria disse ter passado a trabalhar em casa e feito adaptações para melhorar a experiência do trabalho remoto (24% e 23%, respectivamente).

Considerando apenas o período a partir de 2021, os principais acontecimentos profissionais nas vidas das pessoas envolveram a participação de processos seletivos sem ter retorno dos potenciais empregadores, e o início de projetos próprios visando novas fontes de renda.

Segundo a pesquisa, 43% das pessoas desligadas saíram de seus empregos anteriores em demissões em massa. Destas, 78% afirmaram não terem recebido nenhum tipo de apoio do empregador. Nesta parcela de demitidos em massa, o percentual chega a 85% no caso das mulheres, o que corrobora a constatação de que o público feminino foi o mais impactado por demissões deste tipo nos últimos anos.

Entre os principais obstáculos para que as pessoas consigam um trabalho atualmente, 34% das pessoas que estão atualmente desempregadas relataram não ter a experiência que as vagas exigem. Outras barreiras citadas incluem a percepção de que processos seletivos são muito complexos e demorados, um entrave citado por 15% das pessoas entrevistadas, e vagas com salários e benefícios insatisfatórios.

Trabalho presencial já predomina

A pesquisa revelou que a maioria dos brasileiros consultados (67%) trabalham atualmente no modelo totalmente presencial. Quando perguntadas se as pessoas pudessem escolher, 50% endossaram o regime totalmente ou principalmente presencial, contra 31% que optariam pelo modelo totalmente ou principalmente remoto. Os principais motivos que explicam a predileção pelo trabalho in loco nas empresas são: aumento da produtividade (27%); comunicação facilitada (25%) e o interesse pela interação social com os colegas (24%).

Também foram mapeados os motivos pelos quais as pessoas preferem o trabalho remoto e as alterações feitas nas casas para melhorar essa experiência. Apesar da conclusão pró-trabalho presencial atual, os profissionais se mostraram confiantes de que, no futuro, o modelo predominante será o remoto: 46% das pessoas entrevistadas disseram concordar com esta previsão, mais do que o dobro daquelas que afirmaram discordar (22%). E mais: a maioria das pessoas entrevistadas concordam que as empresas não estão prontas para o modelo híbrido.

O levantamento ouviu 2.170 profissionais via internet em fevereiro deste ano, sendo homens e mulheres a partir de 16 anos, de norte a sul do país, de todas as classes sociais. A amostragem se espelha no estudo TIC 2019/2020 de domicílios com acesso à internet, portanto, reflete a realidade do Brasil conectado.

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