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BrT quer entrar no Índice de Sustentabilidade Empresarial

ISE foi criado para atender a demanda de investidores que buscam para seus portfólios empresas socialmente responsáveis

Publicado: 11/04/2026 às 12:10
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BrT quer entrar no Índice de Sustentabilidade Empresarial
Construção civil — Foto: Reprodução

A Brasil Telecom (BrT) operadora de telefonia fixa e celular nas regiões Sul e Centro-Oeste, poderá fazer parte do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bovespa ainda este ano. “A empresa fez um trabalho forte para se candidatar à nova carteira de empresas do ISE, que entrará em vigor no dia primeiro de dezembro”, informou Fabio Moser vice-presidente de governança e assuntos corporativos da BrT. A companhia já respondeu todos os questionários para acesso ao ISE e Moser acredita que ela será a primeira do setor de telecomunicações a integrar o índice de sustentabilidade. O próximo passo será ocupar um lugar no Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI World), acrescentou. Atualmente o DJSI World é composto por 318 empresas de 23 países, das quais apenas seis brasileiras: Aracruz, Bradesco, Itaú, Itausa, Cemig e Petrobras.

O ISE foi criado para atender a demanda de investidores que buscam para seus portfólios empresas socialmente responsáveis, sustentáveis e rentáveis, que vem se fortalecendo neste início de século. Seu objetivo é refletir o retorno de uma carteira composta por ações de empresas com reconhecido comprometimento com a responsabilidade socioambiental e sustentabilidade empresarial.

A avaliação dos aspectos de sustentabilidade das candidatas ao ISE está a cargo de uma instituição com expertise nessas questões, o Centro de Estudos de Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (CES-FGV), que desenvolveu um questionário para aferir o desempenho das companhias. Segundo Moser, a BrT está em dia com todas as exigências feitas pela FGV.

Ganho de mercado

A política de sustentabilidade e governança adotadas pela empresa já estão refletidas no valor da companhia no mercado. Nos últimos doze meses (até 30 de setembro de 2007), o valor de mercado da BrT saltou para R$ 12,9 bilhões, uma valorização de 101,96%. O percentual superou o desempenho do principal indicador de preços da Bovespa: o Ibovespa acumulou elevação de 65,89%, no mesmo período. Na avaliação de Moser, a transparência foi fundamental para essa valorização da companhia.

A BrT foi pioneira no Brasil na criação de um comitê executivo de sustentabilidade ligado diretamente ao Conselho de Administração da companhia. Para especialistas em governança, essa vinculação está entre as melhores práticas de governança porque coloca a sustentabilidade dentro das decisões estratégicas da empresa. De modo geral, as companhias vinculam a sustentabilidade à diretorias executivas, o que reduz sua abrangência.

De acordo com Moser, o comitê executivo é responsável pela definição de diretrizes e posicionamento institucional sobre a sustentabilidade.

A ele está subordinado um comitê operacional de sustentabilidade, que é o coordenador de todos os projetos do setor. Abaixo desse comitê, está a gestão executiva, composta pela diretoria de governança, financeira e de recursos humanos.

Analistas de mercado afirmam, porém, que ainda há um empecilho a total transparência da BrT: sua estrutura societária, que é ironicamente chamada de aranha societária, dada a sua complexidade. Ela dificulta a identificação de quem tem o poder para ditar os destinos da companhia.

Na área d responsabilidade social e ambiental, a empresa investe em 12 programas. Sua política de saúde e de segurança do meio ambiente inclui inventario de emissão de gás efeito estufa pela companhia. Com base nesse inventário poderá negociar créditos de carbono, afirma Moser. A companhia também tem programas para utilização de energia limpa. “Há áreas onde não há energia elétrica e tem telefone (orelhão), como aldeias indígenas no Acre. Para gerar energia é usado diesel. A BrT já está trocando o combustível pela energia solar, com a instalação de painéis solares”, conta.

Na área social, a empresa investiu R$ 12 milhões. A empresa implantou programas de combate á discriminação da mulher, por exemplo. “Nas regiões Sul e Sudeste a realidade é outra, mas a discriminação e exploração de mulheres faz parte do cotidiano na região de Porto Velho”, acrescenta.

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