Dois analistas avaliam a implementação da metodologia, criada em 1992, nos Estados Unidos
O líder em questão
A maioria das empresas desenvolve o mapa estratégico, aplica a metodologia BSC e assim executa a estratégia. Porém, pára por aí. Para Bicudo, esse processo só funciona com um ingrediente, essencial, na sua opinião. “A liderança é a chave. Empresas de sucesso possuem líderes fortes. O BSC ainda precisa evoluir muito para ser uma ferramenta de liderança” explica ele, sinalizando o principal papel do líder na estratégia. “Passada a implementação do BSC, as pessoas passam a se envolver muito na rotina e acabam executando seu serviço como antes. Elas não materializam a nova estratégia nos processo”, finaliza.
Monteiro, por sua vez, acredita que o envolvimento das pessoas no processo de construção é o melhor caminho. “Para promover o compromisso dos funcionários é necessário envolver, reconhecer, monitorar e controlar. Assim, aumenta o nível de comprometimento e responsabilidade de todos que fazem parte da organização”, pontua, lembrando que o líder tem papel crucial no desenvolvimento de uma visão compartilhada, o que promove um aprendizado e gera valor sustentável para a organização.
As pedras no caminho
O papel das pessoas é muito importante em projetos dessa natureza, principalmente para implantar a cultura de mudança na corporação. O comprometimento do fator humano deve ser intensificado no primeiro estágio, segundo Bicudo. “No início, a aplicação do BSC e da remuneração variável ajuda muito. Já no segundo estágio, o BSC atrapalha um pouco, pois os executores do processo precisam ter foco mais objetivo no processo. Eles deveriam ter uma remuneração atrelada à melhoria de desempenho do processo e não aos indicadores anteriores do BSC”, sinaliza o consultor.