Serviço já está sendo comercializado e clientes poderão começar a usá-lo em dezembro
A BT (British Telecom) vai entrar no mercado de serviço de
telefonia fixa (STFC) local e de longa distância (código 47) no Brasil com objetivo
de fortalecer sua oferta de comunicações unificadas (UC, na sigla em inglês). “Isto
é uma evolução natural expansão da nossa presença e representa também uma
mensagem importante para os clientes”, afirmou o diretor-geral da BT para o
Brasil, Sérgio Paulo Gallindo, em entrevista ao IT Web.
O movimento começou no ano passado com a aquisição da
licença e a construção da rede da nova geração, que integra voz e dados, – o
parceiro escolhido foi a brasileira Trópico. “Um dos pilares fundamentais da UC
é o gerenciamento de serviços. Para os clientes será transparente por meio de onde
voz e dados vão trafegar, pois nossas redes são integradas”, disse, explicando que
a nova estrutura complementa a rede de MPLS e de satélites que a BT já possuía.
O serviço está em testes há alguns meses e os primeiros
clientes poderão começar a usar em dezembro, pois a comercialização já está disponível.
O foco, de acordo com Gallindo, é o mercado corporativo, apesar de o
residencial poder ter acesso (“o acesso será público, mas há limitação técnica”).
A BT tem cerca de mil clientes na América Latina – todos de
médio para grande porte.
No Reino Unido, a BT é concessionária. Mundialmente, a companhia
está dividida em quatro unidades de negócio, sendo a denominada de global
services direcionada para o mercado internacional e com foco de desenvolver
serviços para as corporações. Na região da América Latina, a operação começou
por volta de 2002, principalmente, impulsionada com a internacionalização de
alguns clientes que buscavam alinhar seus prestadores terceirizados. Assim, a
BT gerenciava os serviços de telecom e de valores agregados (como segurança,
rede IP e fornecimento de plataforma de alta tecnologia).
Em 2007,
a aquisição da Comsat transformou a BT em uma empresa com
mil funcionários espalhados pela AL – o Brasil corresponde a 55% da região. Hoje,
ela tem cinco nós de redes integrados com a rede doméstica e com a de
satélites. E conecta cerca de 15 mil sites de clientes no Brasil.
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