Demissões vão impactar 6% do quadro de funcionários e tem como objetivo melhorar a lucratividade
O BT Group, a maior companhia telefônica do Reino Unido, pretende
cortar cerca de 6% de seu quadro de funcionários no período de 12 meses
que se encerra em março de 2009, a fim de melhorar a lucratividade,
depois de ter informado uma queda de seus lucros do segundo trimestre
fiscal.
A maior parte dos 10 mil empregados a serem afastados, a partir
de um total de 160 mil, é constituída de mão-de-obra indireta, como
funcionários de agências, empresas prestadoras de serviços, suas
subcontratadas e funcionários no exterior, disse a empresa em
comunicado divulgado hoje.
Os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização
(rubrica contábil conhecida por Ebitda, pelas iniciais em inglês) e os
custos para fechar postos de trabalho caíram 1,3%, para £ 1,43 bilhões,
correspondendo a US$ 2,1 bilhões, no segundo trimestre fiscal.
Ação registra alta recorde
A ação da BT registrou sua maior alta dos últimos seis anos no
pregão de Londres. O desaquecimento da economia dificulta a conquista
de novos clientes e a conclusão de contratos, disse seu diretor
financeiro, Hanif Lalani, em entrevista concedida ontem à Bloomberg
Television.
Cerca de 4 mil cargos dos 10 mil a serem eliminados já foram
fechados, disse porta-voz da operadora. A extinção de vagas entre as
pessoas que trabalham diretamente para a BT será, em grande medida,
realizada por meio da rotatividade natural da mão-de-obra, segundo
afirmou a empresa.
Mercado dá o seu apoio”Sem dúvida, essa é a medida certa a
tomar”, disse Andy Lynch, administrador de recursos da Schroder
Investment Management, que gerencia US$ 2,9 bilhões. “Atualmente é
difícil conquistar novos negócios, por isso os cortes de custos são
necessários para proteger a lucratividade”, considerou o especialista.
As ações da BT chegaram a subir até 14,2 centavos de libra
esterlina, ou 13%, para 126,7 centavos de libra esterlina, em sua maior
alta intradiária desde setembro de 2002.
Os papéis da operadora, que até a última quarta-feira tinham
perdido 59% este ano, estavam sendo negociados a 121,3 centavos de
libra esterlina às 10 horas e 44 minutos de ontem na bolsa de valores
de Londres.