Meu texto dessa semana é um pouco inspirado em uma coluna do Paulo, de umas várias semanas atrás que ele chamou na ocasião de “Problemas Insolúveis : Você já teve um?” . Em um espaço muito curto de tempo eu tropecei em algumas situações muito inusitadas que quero compartilhar com vocês. Como sei que não […]
Meu texto dessa semana é um pouco inspirado em uma coluna do Paulo, de umas várias semanas atrás que ele chamou na ocasião de “Problemas Insolúveis : Você já teve um?” . Em um espaço muito curto de tempo eu tropecei em algumas situações muito inusitadas que quero compartilhar com vocês. Como sei que não foram as primeiras e nem serão as últimas, atribui o “Parte 1” ao título da coluna pois no futuro pretendo compartilhar com vocês outras dessas histórias. Mas chega de lero-lero, vamos às histórias.
Há pouco mais de um ano atrás eu resolvi ajudar um amigo meu que não tem muita experiência em PCs e o ajudei a comprar um computador. Na verdade eu comprei para ele. Eu especifiquei, encomendei e até paguei (depois ele me reembolsou). Não era amáquina “top” da época, mas também não era nenhuma velharia, muito pelo contrário. Era um AMD Athlon XP 2600+, motherboard Asus, VGA Nvidia GeForce 4, 256 Mbytes DDR333, leitor de DVD com gravador de CD e HD de 60 Gbytes. Esta máquina funcionou perfeitamente durante um ano ou mais. Há algumas semanas ela começou a desligar sozinha (não é reset e sim desligar sozinha) toda vez que seu dono usava o software iTunes (tocador de MP3 da Apple) que vem com o iPod para “ripar” CDs (capturar músicas para o formato MP3). Eu me lembro que no passado havia um vírus que desligava a máquina sozinha e por isso resolvi trazer a máquina dele para o meu escritório para investigar. Curioso que sou comecei a fazer vários testes.
Para meu espanto em meu escritório a máquina piorou. Desligava sozinha em diversas situações. Troquei as memórias por memórias de uma de minhas máquinas, coincidentemente também um Atlhon XP 2600+ que eu já tenho a mais de dois anos. Não deu certo. Mudei na configuração da BIOS os “timings” de acesso à memória para os parâmetros mais conservadores. Não deu certo. Diminui a velocidade do processador para 1600+, salvei os dados, formatei a máquina e instalei Windows e todos os programas dele de novo-tratamento de choque!! A máquina pareceu ficar estável. Que conclusão tirar? Processador? Memória? Placa mãe? Como a pessoa precisava do computador devolvei o equipamento assim para ele, mas a avisei que o problema ainda não estava resolvido (processador rodando como um 1600+)e que ele deveria observar o comportamento da mesma.
Ele ficou super feliz. Tinha ficado tudo perfeito. Nem a velocidade mais lenta ele percebeu ou se percebeu não o incomodou. Uma semana depois ele me procurou e disse que a máquina estava igualzinha, desligando toda vez que se usava o iTune. Ele trouxe de novo a máquina para mim. Só que dessa vez eu nem tive tempo de olhá-la. Há uns dias atrás A MINHA MÁQUINA, também um Athlon XP 2600+ começou a ter o mesmo tipo de problema só que em uma situação diferente. Toda vez que tento gravar uma imagem ISO de um DVD no meio da cópia a máquina DESLIGA sozinha, não é reset e sim desligar sozinha. Eu tenho uma outra máquina AMD Atlhon XP 64 3200+ que tem sido castigada furiosamente com o processo de captura de vídeos. Falei sobre isso na coluna “O Pesadelo da Memória Pessoal” . Estou convertendo um acervo de fitas VHS e Hi8 para DVDs. Esta máquina sofre um bocado. Passa várias noites da semana renderizando os DVDs no Pinnacle Studio 8, processando cada DVD por pelo menos 9 horas, a 100% de uso CPU com a mesma trabalhando entre 75C e 81C. Nesta máquina nunca observei este tipo de problema.
Para colocar uma pimenta a mais no caso, tenho uma outra máquina que também apresentou um comportamento bizarro. É uma máquina com Pentium 4 3.06 Ghz (Northwood), placa mãe Intel, chipset 865, 1 Gbyte de RAM (double channel) . Esta máquina estava apresentando um ruído excessivo, muito incômodo. Descobri tratar-se do cooler, no caso um original Intel que estava no fim de sua vida. Comprei um belo cooler novo, todo de cobre, moderno e muito silencioso. Apesar de hardware não ser minha especialidade eu me aventuro nessas empreitadas com certa petulância e destemor (em português claro-atrevido e inconseqüente :D). Cooler trocado. Máquina super silenciosa. Cheguei a duvidar da eficácia do cooler de tão silenciosa. Por conta disso eu deixei o computador funcionado durante um bom tempo, com a tela da BIOS que mostra as temperaturas do processador e da placa mãe para me certificar que estava tudo certo. Uma vez isso verificado fui colocar a mesma em operação afinal esta máquina era nada mais nada menos que o MEU SERVIDOR de meu escritório-servidor de arquivos, servidor Web, Servidor de e-mail (Exchange) e SQL Server-dá para perceber quão séria era a função deste PC. Para meu desespero ela não dava boot!!!8O8O Tinha perdido a configuração dos HDs (4 HDs ATA). Meu desespero aumentou quando percebi que por mais que fizesse esta placa não queria reconhecer os HDs. Desliguei, liguei. Retirei a bateria para forçar zerar o CMOS. Nada resolvia.:?
Como a função desse Pentium 4 era muito crítica eu transferi sua funcionalidade para o Atlhon XP 2600+ (aquele que hoje em dia desliga quando gravo imagens ISO de DVD). Pelo menos isso foi fácil. Como sabem, sou fã incondicional do programa VMware. Vide minha coluna “Máquina Virtual-você ainda vai ter uma (ou mais)” . Bastou instalar o HD não reconhecido no Pentium 4, que continha a máquina virtual com o meu servidor COMPLETO nesse Atlhon XP 2600. Eu já tinha o VMware nesta máquina. Pronto. Catástrofe evitada. Meu servidor voltou a ativa em menos de 10 minutos. Meu plano de “crash-recovery” baseado no VMware deu 100% certo. Voltando ao Pentium 4, durante vários dias eu continuei tentando fazê-lo reconhecer os outros HDs. Troquei os cabos IDE pelo menos 2 vezes. Continuava zerando a CMOS, deixava desligado por algumas horas. NADA RESOLVIA.
Meu amigo Paulo Couto se ofereceu para encaminhar esta placa para análise para uma empresa, representante Intel (Intel Premier Provider), a Sinco Sistemas, que poderia investigar e eventualmente resolver o problema. Essa placa passeou um bocado! Moro em São Paulo e o Paulo no Rio. Levei essa placa para um evento em Belo Horizonte que nos encontramos. Ele encaminhou a placa para a referida empresa. Eles fizeram um teste rigoroso. TUDO FUNCIONOU PERFEITAMENTE, incluindo a razão de minha queixa que era o não reconhecimento de HDs ATA. Será que a placa estava estressada e queria passear um pouco (Rio e BH)??
Será que o toque de meus dedos é especial, tem o “dom” de destruir circuitos eletrônicos? Será que algum Gremlin habita meu escritório e na calada da noite troca algumas vias do circuito impresso das placas só para me enervar e me enlouquecer??
Eu tenho uma meia dúzia de palpites mais sérios em relação a estes três casos que citei. Mas gostaria muito de ouvir as opiniões de vocês que com certeza têm muita vivência e experiência em casos “normais” e “malucos” como estes.