Para menos espaço e mais segurança, empresa investe R$ 5 milhões na modernização de seu ambiente de armazenamento de informações
Aproveitar melhor o espaço físico que as 22 mil mídias contendo informações da Companhia de Informática do Paraná (Celepar) ocupavam e acabar com o trabalho manual ? como o controle das fichas das documentações ? motivou a publicação de um edital com oferta de R$ 5 milhões. O objetivo era atender às demandas crescentes dos clientes corporativos da companhia, como a Secretaria de Estado de Segurança Pública (projetos do Detran e do Instituto de Identificação), Secretaria de Estado da Fazenda e da Secretaria de Estado da Administração e Previdência, que passaram a ter as unidades e os sistemas de backup unificados.
O martelo foi batido com a contratação dos serviços da Service IT Solutions, após testes com as empresas inscritas, e a IT Solution entrou com a parte técnica. Para chegar à unificação dos procedimentos internos, à implantação de sistemas com níveis de segurança e à utilização de um conjunto redundante de discos independentes (RAID, na sigla em inglês) foi adotado um robô que cria cópias de segurança dos documentos que, originalmente, estão no storage e os atualiza diariamente e, em alguns casos, a cada duas horas.
A solução, desenhada em parceria com a IBM, utiliza código de barras para localizar as mídias e deixar as informações disponíveis com mais agilidade. ?O software da IBM permite gerenciamento e evita erros de recursos tecnológicos?, conta José Anísio Salazar, gerente de TI da Celepar. No entanto, a automatização da montagem de fitas teve de contar com adaptações para suportar o tamanho do ambiente tecnológico.
De acordo com o executivo, a migração dos dados copiados e inseridos na solução enfrentou alguns problemas de incompatibilidades. Para contornar isto, a Celepar, com 1,2 mil funcionários e diferentes tipos de tecnologia, adotou um equipamento multiplataforma. Desta maneira, o robô passou a aceitar os servidores de alta plataforma, (mainframe zSeries, da IBM), de média (servidores Risc) e de baixa (servidores x86 com sistemas operacionais Linux, Windows e VMware), além de todos os respectivos arquivos.
Agora, o backup é realizado no próprio storage e as informações mais importantes ainda ganham uma cópia em outra mídia, que fica na fitoteca da Celepar. Alguns possuem até quatro cópias, garantindo que os dados só se percam em casos extremos. Antes, o material era salvo em cartuchos com memória de no máximo 800 MB que, por não receberem arquivos de servidores diferentes, apresentavam capacidade ociosa e todo o processo era controlado por fichas classificadas por nome e assunto que indicavam em qual mídia estava a documentação armazenada, o que gerava problemas como erros e lentidão nos processos de repassar as informações para outros cartuchos.
Todo o espaço físico das 22 mil mídias móveis hoje é ocupado por cartuchos de 700 GB, que podem ser comprimidos em até três vezes. A virtualização também contribuiu para a redução do número de cartuchos, convertendo-os através de uma Virtual Tape Server (VTS) em centenas de drives virtuais.
Devido à importância dos dados contidos em poder da Celepar, por se tratarem de informações de interesse público, a responsabilidade da instituição só aumenta. O próximo desafio agora será ampliar a sua capacidade de segurança. A implementação levou um pouco mais de um ano para ser concluída ? de julho de 2006 a julho do ano passado. ?Atualmente, sem a intervenção humana, a companhia ganhou agilidade com a modernização de seu ambiente de armazenamento de informações e terá a capacidade de guardá-las por até 70 anos?, afirma Salazar.