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Celular ignora crise e bate recorde em 2008

De janeiro a novembro foram 26 milhões de novas habilitações; em 2009 crescimento deve ser mais moderado

Publicado: 02/05/2026 às 02:49
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Celular ignora crise e bate recorde em 2008
Construção civil — Foto: Reprodução

O ano de 2008 não conheceu crise alguma em matéria de telefonia celular. O total de brasileiros que aderiram à moda do aparelho móvel ao longo do ano bateu recorde. Foram 26 milhões de pessoas nos onze meses de janeiro a novembro. Dezembro costuma ser o período mais aquecido em vendas, quando as operadoras celulares capricham nas promoções e os clientes usam e abusam do telefone como presente, o que leva a crer em novo avanço considerável, embora ainda não quantificado neste Natal.

No ano passado, para se ter uma idéia da força do celular como objeto de desejo, dezembro atraiu 5 milhões de habilitações, quase um quarto do total do ano inteiro, saltando de 16,3 milhões em novembro para 21 milhões no acumulado em todo o período.

Este ano, a despeito da crise de crédito que abalou as finanças do mundo, o setor de telefonia móvel doméstico exibiu aquecimento incomum. De janeiro a novembro, o avanço de 26 milhões marcou uma diferença de 10 milhões na comparação com o mesmo período de onze meses do ano anterior. Trata-se de avanço não desprezível até para os mercados emergentes que crescem com aceleração.

A verdade é que os analistas mais otimistas se surpreenderam com o vigor registrado no setor, a despeito de o índice de incidência do celular na população, indicador conhecido pelo jargão de teledensidade, já estar em nível de nação desenvolvida, tendo saltado de 61,20% em 2007 para 76,33% em novembro último, o que teoricamente diminui a velocidade do crescimento.

Do conjunto de clientes do País, segundo estatísticas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 119,5 milhões pertencem ao sistema pré-pago e equivalem a 81,29%; enquanto 27,5 milhões são pós-pagos, com fatia de 18,71%. Segundo a agência, o número de assinantes cresceu 21,55% em onze meses, superando em 23,8% as 21 milhões de novas habilitações registradas ao longo do ano passado inteiro.

Oi em São Paulo

A entrada da Oi em São Paulo, que se deu em outubro, está sendo apontada como responsável pelo avanço incomum do setor. Em três meses, a recém-chegada conquistou 1,5 milhão de paulistas, superando suas próprias previsões, afirmou o presidente da consultoria especializada Teleco, Eduardo Tude. Embora com armas diferentes, as concorrentes Vivo e Claro reagiram ferozmente para não perder fatia de mercado. Donas de escala elevada, por pertencerem aos grupos multinacionais Telefónica/Portugal Telecom e América Móvil, ambas as operadoras conseguem colocar no varejo telefones muito baratos. “Neste Natal, por exemplo, foram vendidos aparelhos básicos por menos de R$ 50”, comentou Tude. “Três semanas antes o valor mais baixo era R$ 99”, comparou.

Sem contar com escala tão volumosa, TIM e Oi se valem de outras ferramentas de marketing. E a recém-chegada usa e abusa dos minutos grátis de conversação para ampliar sua penetração entre paulistas.

Clientes realmente móveis

A agressividade da oferta inicial da Oi, de três meses de uso gratuito na rede, eleva o número de adesões, mas não significa permanência nem fidelidade, alerta o consultor sênior da empresa de pesquisas de telecomunicações Yankee Group, Julio Puschel.

“Por ser o segundo chip da pessoa, há uma probabilidade maior de migração ou retorno à operadora original”, disse Puschel. Portanto, os números da carteira da Oi podem mudar quando a promoção chegar ao fim, no primeiro trimestre de 2009.

De qualquer forma, a previsão é de que 2008 avançou muito além das expectativas de crescimento, ainda que se verifique alguma redução por conta dos reflexos da crise.

Segundo Puschel, as operadoras iniciaram os estoques de fim de ano comprando aparelhos quando o dólar estava cotado em R$ 1,60. Depois, tiveram a chance de obter um “subsídio” das fabricantes, fixando o dólar em R$ 1,90 quando ele estourava em R$ 2,40. Os estoques se avolumaram com fartura.

Previsão para 2009

O ano de 2009 promete crescimento mais moderado, na avaliação de Puschel. Mas, ainda assim, haverá avanço porque a tecnologia de terceira geração (3G), em fase de implantação por todas as companhias, deve amadurecer e ampliar o uso entre adeptos da internet sem fio, por meio de modem no PC, laptop ou direto no celular.

O acesso à web pela telefonia celular está sendo considerado por alguns executivos e especialistas do setor de telecomunicações como a grande chance de universalização da banda larga do País, devido ao aspecto continental do território brasileiro e à possibilidade de ser lançado o sistema pré-pago, que amplia as condições das camadas populares.

 

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