Criado pelo governo brasileiro para combater a sonegação e tornar o relacionamento com os órgãos de fiscalização mais eficiente, o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) entra em nova fase. Até o final de 2010, todas as empresas sujeitas à tributação do Imposto de Renda com base no lucro real deverão subsituir os livros fiscais […]
Criado pelo governo brasileiro para combater a sonegação e tornar o relacionamento com os órgãos de fiscalização mais eficiente, o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) entra em nova fase. Até o final de 2010, todas as empresas sujeitas à tributação do Imposto de Renda com base no lucro real deverão subsituir os livros fiscais em papel pelo modelo eletrônico.
As estimativas de especialistas são de que aproximadamente 120 mil companhias de diversos segmentos tenham de se adaptar ao sistema digital. E os cronogramas de migração para o novo modelo estão sendo liberados pelos Estados com enquadramento de empresas que recolhem ICMS e IPI.
Criado pelo decreto 6.022 de janeiro de 2007, o Sped faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2007-2010) para informatização da relação entre o fisco e os contribuintes. Na prática, o conceito contempla três grandes projetos: Escrituração Contábil Digital (Sped Contábil), Escrituração Fiscal Digital Fiscal (Sped Fiscal); e Nota Fiscal Eletrônica (NF-e).
O governo estabeleceu um cronograma de migração para o sistema. A primeira fase, iniciada este ano, envolveu 8 mil companhias de grande porte, as quais foram obrigadas a adaptar-se ao Sped Contábil e ao Sped Fiscal, respectivamente, até 30 de junho e 30 de setembro.