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China
computação quântica

China está “nanosegundos atrás” dos EUA na corrida quântica, alerta Nobel da Física

O físico John Martinis, vencedor do Prêmio Nobel e ex-líder de computação quântica do Google, fez um alerta contundente ao governo dos Estados Unidos sobre o avanço da China na área. Em entrevista publicada pelo Times of India, Martinis afirmou que a diferença tecnológica entre os dois países, antes estimada em anos, hoje seria de […]

Publicado: 05/03/2026 às 16:37
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4 minutos
Uma pessoa está em frente a estações de computador e uma grande tela exibindo a bandeira chinesa, enquanto outros trabalham em mesas com vários monitores
Construção civil — Foto: Reprodução

O físico John Martinis, vencedor do Prêmio Nobel e ex-líder de computação quântica do Google, fez um alerta contundente ao governo dos Estados Unidos sobre o avanço da China na área. Em entrevista publicada pelo Times of India, Martinis afirmou que a diferença tecnológica entre os dois países, antes estimada em anos, hoje seria de “nanosegundos”.

A avaliação reforça preocupações já levantadas por executivos como Jensen Huang, CEO da Nvidia, que recentemente disse que a China está em posição semelhante na corrida da inteligência artificial.

Martinis, que foi figura central no experimento de “supremacia quântica” do Google em 2019, afirmou que pesquisadores chineses vêm respondendo de forma quase imediata a cada avanço técnico publicado no Ocidente. Para ele, a velocidade com que laboratórios chineses têm sido capazes de replicar. e às vezes superar, resultados anteriormente alcançados por equipes americanas demonstra uma disputa mais apertada do que se imaginava.

Segundo o pesquisador, ainda há uma corrida ativa entre Estados Unidos, Europa e China para construir computadores quânticos com aplicações práticas, algo que ele considera viável em um horizonte de cinco a dez anos. A tecnologia promete resolver tipos de problemas impossíveis para máquinas tradicionais, incluindo cálculos químicos complexos, otimizações industriais e avanços em materiais avançados.

Leia também: Senado aprova projeto que prorroga incentivos fiscais para IoT até 2030

Da IA ao quântico, uma disputa estratégica

O alerta de Martinis chega poucas semanas após Huang, da Nvidia, afirmar que a China está “nanosegundos atrás” dos EUA na corrida da IA. Para ele, o único caminho para manter a liderança americana é “correr ainda mais rápido”. O executivo também defende que, apesar de tensões geopolíticas, empresas americanas precisam continuar engajadas no ecossistema chinês para não perder o acesso a desenvolvedores que compõem metade da base global.

Martinis contou que discutiu sua preocupação diretamente com representantes da Casa Branca em visita recente. Segundo ele, embora o governo americano inicialmente tenha priorizado a inteligência artificial nas disputas tecnológicas com a China, o tema da computação quântica agora também entrou no foco.

O pesquisador argumenta que, assim como na IA, os avanços neste campo têm importância estratégica, militar, econômica e científica, o que exige atenção imediata de formuladores de políticas.

Rápida capacidade de resposta da China preocupa pesquisadores

O físico mencionou ainda que a agilidade das equipes chinesas em produzir artigos e protótipos comparáveis aos esforços ocidentais surpreendeu a comunidade científica. Avanços que antes levavam anos para serem reproduzidos agora surgem em questão de meses. Para Martinis, isso comprova acúmulos sólidos de conhecimento e infraestrutura na China, além de investimentos contínuos e coordenados pelo governo de Pequim.

Relatórios independentes vêm destacando que a China tem acelerado a construção de laboratórios, ampliado formações acadêmicas e promovido missões estratégicas de pesquisa em áreas cuja competitividade é considerada sensível para os EUA computação quântica entre elas.

Competição da corrida quântica continuará intensa

A disputa pela liderança na computação quântica é vista como uma das corridas tecnológicas mais relevantes da próxima década. O país que dominar a capacidade de manipular qubits de forma estável terá vantagens significativas em áreas como criptografia, defesa, novos materiais, desenvolvimento farmacêutico e modelagem de sistemas complexos.

Martinis ressalta que as três grandes regiões que lideram a corrida, Estados Unidos, Europa e China, possuem trajetórias distintas, mas o fator determinante será a capacidade de transformar avanços científicos em aplicações concretas. A velocidade chinesa, afirma, indica que o terreno está cada vez mais nivelado.

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