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Cibele Cardin: liderança que abraça mudanças e transforma equipes

Cibele Cardin carrega o DNA da mudança. Por causa do trabalho do pai, mudou-se diversas vezes ao longo da infância e juventude. Passou por 12 Estados diferentes do Brasil. “Nunca morei mais que dois anos no mesmo lugar e isso me deu uma flexibilidade muito grande, porque não me incomodo com mudanças”, diz a atual […]

Publicado: 04/03/2026 às 10:37
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4 minutos
Cibele Cardin: liderança que abraça mudanças e transforma equipes
Construção civil — Foto: Reprodução

Cibele Cardin carrega o DNA da mudança. Por causa do trabalho do pai, mudou-se diversas vezes ao longo da infância e juventude. Passou por 12 Estados diferentes do Brasil. “Nunca morei mais que dois anos no mesmo lugar e isso me deu uma flexibilidade muito grande, porque não me incomodo com mudanças”, diz a atual CIO da Care Plus que, entrou, aos 16 anos na faculdade de tecnologia em Osasco e terminou a graduação em Taubaté aos 19 anos. Em seguida, engatou uma pós-graduação, finalizada quando ela tinha apenas 21 anos.

O primeiro trabalho foi na Montreal Engenharia com programação clipper. Naquela época, não vislumbrava que chegaria aonde hoje está. Mas a carreira deslanchou. Em 1999, Cibele Cardin mudou-se mais uma vez. Agora, para uma cidade que seria definitiva — pelo menos, até hoje.

Ela ingressou na SulAmérica como analista de sistemas, mas com vontade de ser gestora de pessoas. Sem expectativa do sonho concretizar, foi trabalhar na consultoria Everis, período marcado por muitos aprendizados. “A consultoria obriga a crescer, a tirar suas amarras, a evoluir e a estar um ponto acima. Mas jamais imaginei chegar aonde estou hoje”, conta.

Leia também: Muito marketing, pouca ação: a realidade da diversidade nas empresas de tecnologia

Com experiência na bagagem, foi chamada para ser gerente de TI na Mitsui, respondendo para um chefe direto brasileiro e o head de TI, que era japonês. Ficou três anos lá e migrou para IBM onde trabalhou por um período semelhante. Quando antigos colegas da Mitsui foram para Zurich Seguros, recebeu convite para ser CIO. “Foi aí que entrei, de fato, na carreira executiva”, lembra. Foram dois anos na Zurich e, depois, um mais de seis anos na também seguradora Chubb, onde ingressou como como diretora.

“Na Chubb, era uma estrutura matricial e ali tive oportunidade de aprimorar minha habilidade de negociação, porque, na camada executiva, você tem de lidar com questões complexas e focar na solução do problema da empresa, porque no fim do dia o que conta é isso”, aponta.

Há quatro anos, Cardin está na Care Plus, na qual entrou como CIO. “Amo trabalhar aqui; é uma empresa ímpar e eu tenho uma grande parceria com meus pares. Quebrei meu discurso de que estou para resolver problemas e não fazer amigos”, conta, se referindo ao ambiente de parceria que encontrou na operadora de saúde.

Mulheres na TI

Na Care Plus, 77% do quadro de funcionários é composto por mulheres, mas, mesmo diante disso, o ambiente de tecnologia tende para o masculino e a proporção é o inverso. Contudo, ainda que os homens sejam maioria, há expoentes em áreas como infraestrutura e programação. Mas a quantidade de mulheres ainda é muito pequena, reconhece a CIO.

“Trabalha-se muito, mas eu gosto, porque é transformação. O que eu procuro fazer como gestora de TI é manter a saúde mental e física do time: são oito horas de dedicação. Acabou? Vai viver a sua vida. Tenha vida depois daqui. Obviamente tem períodos que não conseguimos, mas procuramos manter de forma saudável”, pondera.

Em quase 40 anos dedicada à tecnologia da informação, a executiva avalia que se trata de uma área promissora e que nunca vai desaparecer. “Muito pelo contrário. Na TI, sempre vai ter algo para fazer, as empresas sempre precisam; é uma área vasta, com nuances diferentes para escolher e se especializar”, pondera.

E, para quem pensa em ingressar na área, o conselho de Cibele Cardin vale, na verdade,
para profissionais de qualquer departamento. “O que fez muita diferença na minha trajetória foram os feedbacks que recebi. O latino tem por cultura entender o feedback como crítica e, se você olhar desta forma, perde o fator fantástico para autoconhecimento e desenvolvimento. Para mim, o feedback bom é o ruim, aquilo que vai mudar o ponteiro na minha carreira é o que não estou fazendo. E feedback de qualquer pessoa. Isso fez muita diferença na minha carreira: o que estou ouvindo é para eu ser melhor amanhã do que hoje. Então, esteja aberto para as dicas que as pessoas vão te dar.”

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