Um ciberataque que afetou os sistemas de check-in de aeroportos na Europa já dura mais de dois dias e deve impactar passageiros ao longo da semana, segundo informações da ABC News. O problema, que começou na noite de sexta-feira (19), atingiu aeroportos de Bruxelas, Berlim e Londres, levando a atrasos e cancelamentos de voos. Brussels […]
Um ciberataque que afetou os sistemas de check-in de aeroportos na Europa já dura mais de dois dias e deve impactar passageiros ao longo da semana, segundo informações da ABC News. O problema, que começou na noite de sexta-feira (19), atingiu aeroportos de Bruxelas, Berlim e Londres, levando a atrasos e cancelamentos de voos.
Brussels Airport foi o terminal com maior número de interrupções. No fim de semana, cerca de 75 voos decolaram com atrasos ou foram cancelados. Para esta segunda-feira (22), a administração solicitou às companhias aéreas o cancelamento de quase 140 partidas, quase metade das programadas, devido à impossibilidade de restaurar rapidamente o sistema comprometido.
Apesar das dificuldades, o aeroporto conseguiu manter 85% das operações durante o fim de semana com reforço de equipes e uso de alternativas como check-in online e despacho automático de bagagens.
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O alvo do ataque foi o software da Collins Aerospace, subsidiária da RTX Corp., que fornece sistemas de check-in, emissão de cartões de embarque, etiquetas de bagagem e encaminhamento de malas. A companhia confirmou uma “interrupção cibernética” em sistemas de aeroportos selecionados na Europa, mas não detalhou a origem do incidente.
Enquanto guichês de atendimento ficaram fora do ar, totens de autoatendimento e plataformas digitais continuaram funcionando, ajudando a reduzir o impacto. Funcionários recorreram até ao preenchimento manual de cartões de embarque e ao uso de laptops de backup.
No domingo (21), os painéis de chegadas e partidas dos aeroportos de Heathrow, em Londres, e Brandenburg, em Berlim, já mostravam melhora no fluxo. Ainda assim, passageiros foram orientados a usar o check-in online e verificar previamente o status dos voos.
Brandenburg divulgou em seu site que, devido à falha no provedor de serviços, os tempos de espera estavam mais longos. Heathrow, por sua vez, informou que a maioria dos voos seguiu operando graças à cooperação entre equipes e companhias aéreas.
As autoridades europeias afirmaram que o ataque não afetou a segurança aérea nem o controle de tráfego. A Comissão Europeia destacou que não há indícios de uma ofensiva massiva contra o setor, mas a investigação segue em andamento.
Especialistas ouvidos pela imprensa internacional apontam que o ataque pode ter sido executado tanto por grupos criminosos quanto por agentes estatais, embora nenhuma autoria tenha sido confirmada.
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