Executivo consolidou oito mil aplicações em menos de 2,8 mil
O CIO da Dell, Robin Johnson, cortou o número de aplicações utilizadas na companhia de oito mil para menos de 2,8 mil em cerca de dois anos de trabalho.
Depois de um trabalho desses, qual o próximo desafio de um CIO? Como saber se está tudo em dia, se você acertou na consolidação de aplicativos? A estratégia de Johnson: “não sei se existe um alvo final. Acredito que seja um processo de continuidade até que isso se torne intolerável.”
O executivo traça dois pontos principais na estratégia de consolidação de aplicativos. O primeiro: ninguém abre mão facilmente de sua aplicação. Desta forma, a TI tem que trabalhar firme para constatar se um programa é realmente importante para justificar sua existência e se há uma alternativa dentro da infraestrutura. Essa fase de reconhecimento é tensa no processo de consolidação.
Em segundo lugar, Johnson cita a experiência em torno da atividade de consolidação. Ao eliminar mais de 60% das aplicações utilizadas na Dell, os times de TI precisaram trabalhar para garantir o bom funcionamento dos aplicativos. “Frequentemente a inovação está neste processo”, acredita o executivo.
Johnson afirma que a Dell possui o que ele chama de “pacote feliz” e “pacote infeliz” de um projeto de TI. Se o projeto segue os padrões de TI do conselho da Dell, ele pode receber um aval rápido. “Como gestor do projeto, você pode gastar muito dinheiro no desenvolvimento para que siga exatamente o que queremos”, explicou. “Mas, em qualquer desvio, isso se torna extremamente burocrático e necessita de muitas aprovações.”
O CIO da Dell credita a estratégia de virtualização como parte da consolidação de aplicativos. Toda aplicação, nova ou velha, se torna virtualizada a menos que haja um excelente motivo para isso. E há algumas razões válidas para este pensamento, já que a Dell virtualizou em torno de 50% de todos os seus servidores, com cerca de sete mil máquinas.
A estratégia completa só funciona se a organização de TI puder executar exatamente o prometido – ou seja, se o CIO conseguir entregar com agilidade. Caso as unidades de negócio se deparem com atrasos para aprovações e recursos, ou mesmo encontrem conflitos em padrões que atrapalhem o andamento das atividades, elas darão adeus ao “pacote feliz”, e passaram a conversar com a “TI problemática”.
Johnson olha a consolidação de aplicativos apenas como uma peça da missão do CIO de “constantemente avaliar os custos fixos”, assim o dinheiro pode ser usado para o desenvolvimento de novas soluções.