Mais que seguir uma moda, as empresas precisam acompanhar o perfil do novo “m-indivíduo”
A tecnologia móvel se torna mais comum, impulsionada, principalmente, pela evolução dos smartphones e pela necessidade de conteúdo em toda parte. A acirrada disputa entre os principais players de mercado tornou os dispositivos menores e mais baratos, ampliando vendas. Esses “celulares inteligentes” deixam de ser privilégio de executivos e aumentam ainda mais a demanda por aplicativos e serviços móveis, possibilitando a utilização da internet de forma completa na palma da mão.
Obviamente, uma maior cobertura de redes será fundamental para a evolução, mas, a cada dia, surgem novas soluções para tornar a experiência de uso dos smartphones totalmente compatível com a do PC. Com a quarta geração (4G), por exemplo, a capacidade da banda para internet móvel deverá ser aumentada em dez vezes em relação ao limite da atual 3G. Dessa forma, empresas como Apple, Google e Microsoft deverão tornar suas soluções mais portáveis integrando os mundos mobile e desktop.
Na ponta, empresas de vários segmentos já integram soluções móveis em suas estratégias. Nas Unimeds, por exemplo, temos o Guia Médico mobile integrado com o Google Maps. Além da praticidade de pesquisar por médicos, clínicas, laboratórios e hospitais a qualquer momento, é possível pedir auxilio ao Google para a localização do endereço.
Na operação de Cuiabá também utilizamos aplicações SMS em larga escala, seja para acompanhar indicadores dos serviços de TI seja para lembrar clientes de consulta ou sobre o vencimento da fatura do seu plano de saúde. Além disso, nossa diretoria já sinalizou a necessidade de acompanhar alguns indicadores de gestão em tempo real em seus BlackBerry”s, projeto previsto para setembro de 2010.
Atualmente, não é difícil encontrar uma “m-solução” nas organizações, tornando o prefixo “m”, de mobile, um sinônimo de inovação e agilidade. Mais que seguir uma moda, as empresas precisam acompanhar o perfil do novo “m-indivíduo”, que busca por informações e produtos a todo momento e em todo lugar.
O desafio é identificar quais serviços e aplicativos são realmente úteis para o seu negócio. Na Unimed Cuiabá, por exemplo, uma aplicação web para solicitação e aprovação de horas extras, abonos, férias e acompanhamento de ponto, desenvolvida em Adobe Flex, estará pronta para ser utilizada em vários smartphones por seus quase 700 colaboradores assim que o Flash Player Mobile estiver disponível. Outro fator é que fornecedores de TI também apostam alto na evolução do mobile, visto anúncios recentes de companhias como Intel, MicroStrategy e SAP.
Com toda essa movimentação, pode-se dizer que 2010 é o ano chave para início da década mobile. Essa frase não se justifica apenas pelo surgimento de novos dispositivos ou por aplicativos na nuvem, mas também pela tendência das empresas a explorar profundamente oportunidades que esse novo paradigma proporciona para expansão de seus negócios. As corporações devem tratar os smartphones como uma plataforma e não como um simples aparelho de comunicação, acrescentando a seu portfólio de soluções um diferencial, que possibilitará maior interação entre pessoas e diferentes conteúdos em qualquer lugar, em tempo real e em movimento.
* Thyago Bernuci é CIO da Unimed Cuiabá. O executivo escreveu com exclusividade para InformationWeek Brasil
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