É hora de inovar nas soluções oferecidas e na forma de aquisição delas
Muito se fala sobre o papel de TI nas organizações. Acredito já ser consenso geral que fomentar inovação, aumentar eficiência e flexibilidade e trazer redução de custos, tudo de forma equilibrada, são atribuições essenciais. Ou seja, inovar, empreender e renovar sempre fizeram parte das agendas dos CIOs, independente de crise financeira. A questão agora é como realizar isto num momento de restrição orçamentária.
É preciso dar espaço à criatividade. É hora de rever projetos, acelerando aqueles que trarão redução de custos operacionais e por vezes postergando os que necessitem de muito investimento. É hora de ouvir muito. E, mais do que isto, é hora de inovar nas soluções oferecidas e na forma de aquisição delas. Cito a seguir alguns exemplos do que estamos implementando na Vicunha:
– Insourcing do help desk: pode parecer remar contra a maré, mas em nosso caso foi inovação. Era hora de renovação contratual e os custos estavam altos. Analisamos diversos aspectos e concluímos que executar os serviços internamente seria a melhor opção. Havíamos recém-contratado um outsourcing do processo de impressão, o que eliminou necessidade de suporte às impressoras, e o número de colaboradores incorporados seria insignificante para uma empresa que já administra uma folha de mais de 10 mil colaboradores. Ou seja, não teríamos custos administrativos adicionais. Com o insourcing reduzimos despesas, melhoramos o gerenciamento dos serviços prestados (agora podemos gerenciar diretamente a equipe envolvida, mais motivada por fazer parte do quadro da empresa) e minimizamos riscos trabalhistas. A redução de despesas nos permitiu, inclusive, renovar (por meio de um leasing operacional) grande parte de nosso parque de desktops e ganhar qualidade no atendimento aos nossos clientes.
– Realização de projetos de curto prazo, baixo custo e com impactos imediatos, os Quick Wins. Com resultados rápidos ganhamos confiança da diretoria e, assim, fica mais fácil conseguir apoio para novos projetos. A confecção de um simples relatório permitiu a liberação de um dia de trabalho de um colaborador do departamento financeiro apenas para citar um exemplo.
– Patrocínio à formação de comitês internos interdepartamentais focados na busca de oportunidades para redução de custos: ganhamos agilidade na identificação de processos deficientes e de iniciativas que precisam ser priorizadas. Também ganhamos espaço para apresentar nossos projetos e assim manter alinhados negócio e tecnologia. Uma prática muitas vezes adotada, mas que ganha força em época de crise passando a ser prioridade para os colaboradores envolvidos.
Em resumo, este é o momento de tornar mais próximos TI e negócio. Afinal, uma área que sempre foi vista como inovadora tem agora sua importância reforçada. Cabe a nós, gestores, aproveitar esta oportunidade, mas tomar cuidado ao seguir tendências sem a devida reflexão já que “nem tudo que reluz é ouro”.
*Janet Sidy Donio é gerente de tecnologia da informação da Viscunha Textil. A executiva escreveu com exclusividade para InformationWeek Brasil.
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