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CIO Insight: o paradoxo educacional

O ser humano, ao mesmo tempo que almeja o progresso e a eficiência, tem receio de mudanças

Publicado: 11/05/2026 às 23:36
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3 minutos
CIO Insight: o paradoxo educacional
Construção civil — Foto: Reprodução

O ser humano, ao mesmo tempo que almeja o progresso e a eficiência, tem receio de mudanças que representem perda de controle ou necessidade de aprender algo novo. Para atuar no segmento educacional, o CIO deverá entender de duas tecnologias: a da informação e a da educação. Hoje, os diretores de TI têm uma atuação modificada dentro das empresas devido à governança corporativa. Uma das principais preocupações é garantir a aderência dos principais atores a códigos de conduta pré-acordados, através de mecanismos que tentam reduzir ou eliminar os conflitos de interesse.

Como em todas as áreas, o gestor de tecnologia deve entender do segmento em que irá atuar. Em empresas do setor educacional, ele deverá entender de pedagogia para poder ajudar o professor a implementar novas soluções em sala de aula. Hoje estamos em uma fase de transição entre a antiga e a moderna educação. Antigamente, o modelo de ensino era baseado no poder que o professor exercia sobre os alunos na sala de aula, mas hoje, com o advento da internet, surgiu uma nova geração, a do conhecimento. Os membros desse grupo questionam, interagem, querem fazer suas escolhas e não aceitam passivamente o método antigo de impor o saber.

O ser humano tem um comportamento paradoxal. Ao mesmo tempo que almeja o progresso e a eficiência, tem receio de mudanças que representem alguma perda de controle ou a necessidade de aprender algo novo. A entrada das tecnologias digitais na sala de aula criou um diferente paradigma na educação: as novas ferramentas que os professores podem usar, embora ainda mal as conheçam, são geralmente do domínio dos alunos.

As escolas têm, pela frente, um desafio e uma oportunidade. O desafio: formular um projeto pedagógico que contemple as inovações tecnológicas e promova a interatividade dos alunos. A oportunidade: deixar para trás um modelo de ensino que se tornou obsoleto no século XXI. A educação antiga não ensina o professor a lidar com o inesperado, com a mudança de posicionamento do educador, que agora deve sair do “centro do universo” para ser o guia do processo de aprendizagem, servindo de elo entre o aluno e a academia.

O CIO tem como função básica ser o elo entre os professores e as novas tecnologias, mostrando como aplicá-las no dia a dia. Cabe ao gestor de TI entender as diferenças entre as diversas áreas envolvidas e ajudar na aplicação de uma mesma ferramenta de acordo com a necessidade de cada área. A tecnologia sempre estará à frente nesse processo. Restam às duas áreas de tecnologia (a Pedagógica e a da Informação) trabalhar em conjunto para que a implantação dessas novas soluções nas instituições de ensino aconteça de forma integrada.

*Eduardo Lucas Pinto é CIO do Colégio Dante Alighieri e escreveu o artigo especialmente para a InformationWeek Brasil 224

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