A facilidade de restaurar e criar ambientes virtualizados também fortalecerá a parceria professor e área de ti das instituições de ensino
Quando se fala em virtualização, é comum pensarmos em redução de custos, facilidade de gerenciamento e uso eficiente de energia, sendo este último item o foco das atenções no panorama ambiental que estamos vivendo. Para o setor de educação, virtualizar traz outros benefícios de valor agregado muito grande. Um deles é a possibilidade de criar diversos cenários para ilustrar os conteúdos de cada aula ministrada de forma muito flexível para o professor.
Ao usar esta tecnologia, a área de TI aproxima-se da academia, podendo proporcionar aulas cada vez mais prazerosas, uma vez que os professores terão menos preocupação em deixar o ambiente preparado e funcionando a cada aula, e poderão concentrar seus esforços e tempo para preparar novas experiências de uso.
A facilidade de restaurar e criar ambientes virtualizados também fortalecerá a parceria professor e área de TI das instituições de ensino, pois o docente poderá enviar toda a programação das aulas por turmas e caberá à área de tecnologia preparar os ambientes de forma segura e confiável.
Com os ambientes preparados, o professor pode acessar remotamente sua área para validar cada aula. Os mecanismos de virtualização atuais permitem alocar os recursos necessários dinamicamente e de forma eficiente para diversas aulas simultâneas. Um exemplo poderia ser uma empresa fictícia com dez filiais, em que os alunos precisassem fazer a configuração do sistema operacional, permitir acesso aos servidores de arquivos e impressoras de cada localidade.
Nesse desafio, os estudantes trabalhariam em equipes exercitando o trabalho de interação nas empresas, bem como suas habilidades técnicas sem restrição de acesso às máquinas virtuais. Após esta turma usar o ambiente, outra poderia fazê-lo em poucos minutos, sem problemas. Para preparar uma infraestrutura como esta, é necessário realizar um bom estudo no conteúdo das aulas dos professores, avaliar a compatibilidade dos softwares neste ambiente e dimensionar o hardware para atender, sem perda de desempenho, as atividades propostas nas aulas.
*Marcelo Pereira dos Santos é diretor de TI da Fiap e escreveu o artigo especialmente para a InformationWeek Brasil 224
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