A subsidiária brasileira da Cisco pretende encerrar o ano fiscal de 2008, em 31 de agosto próximo, com um dos índices mais altos de crescimento mundiais do grupo. Segundo Marco Sena, diretor de canais da companhia no País, as projeções são de um incremento acima de 50% nos resultados, quando comparado aos 12 meses anteriores. […]
A subsidiária brasileira da Cisco pretende encerrar o ano fiscal de 2008, em 31 de agosto próximo, com um dos índices mais altos de crescimento mundiais do grupo. Segundo Marco Sena, diretor de canais da companhia no País, as projeções são de um incremento acima de 50% nos resultados, quando comparado aos 12 meses anteriores.
“Vai ser um dos melhores anos da história da Cisco no País”, comemora Sena, que complementa: “E o Brasil deve representar o território de maior crescimento dentro do que a empresa classifica como emerging markets (mercados emergentes).”
Quanto aos impactos da Operação Persona – na qual a Polícia e a Receita Federal investigaram um esquema de importação ilegal de equipamentos Cisco para o Brasil, por meio da Mude (que representava o principal distribuidor da marca, na época) -, realizada em outubro de 2007, o diretor admite que os problemas com a distribuição de produtos geraram atraso em alguns projetos, no final do ano passado. Mas, segundo o executivo, não chegaram a afetar os resultados gerais da subsidiária. “Não chegamos a perder contratos. Isso graças ao fato de termos um grupo de canais muito focado e que nos ajudou a reagir”, complementa Sena, reforçando o fato de que a companhia mantém 100% das vendas indiretas.
Sobre os principais responsáveis pelo crescimento da subsidiária brasileira, o executivo cita que os resultados da companhia foram impulsionados, principalmente, por projetos relacionados ao portfólio de tecnologias avançadas (comunicação unificada, segurança e wirelles). “Na área de telefonia IP, por exemplo, estamos projetando uma taxa de aumento de quase 100% nos resultados deste ano”, pontua o diretor. Ainda segundo ele, o segundo maior crescimento deve vir do mercado de segurança, no qual a subsidiária projeta um aumento de aproximadamente 70% nos resultados.
Para o próximo ano fiscal, quando a companhia pretende alcançar um incremento de 40% nos resultados do País, outro importante alvo de negócios envolve a área de data center. “Hoje temos um portfólio completo de produtos para atender esse segmento, que acreditamos deva ser o setor que vai acompanhar a maior taxa de crescimento para a companhia nos próximos 12 meses”, avisa Sena, que contrapõe: “Só precisamos ter parceiros especializados, uma vez que nem os grandes integradores conseguem atender todas as necessidades desse mercado.”
Como forma de incentivar a especialização dos canais no setor de data center, a Cisco anuncia que, a partir de agosto, deve contemplar essa nova vertical de negócios dentro do programa VIP, no qual a companhia dá rebates semestrais aos parceiros que realizam a venda de tecnologias avançadas.