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Cisco quer ser peça-chave na implementação de IA das empresas

O Índice Anual de Preparação para IA da Cisco revela que 83% das organizações em todo o mundo planejam implantar agentes de inteligência artificial (IA), e quase 40% esperam que robôs trabalhem ao lado de funcionários dentro de um ano. A pesquisa, publicada poucos dias antes do Cisco Partner Summit 2025, evento realizado nos dias […]

Publicado: 14/03/2026 às 18:22
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A cena mostra uma pessoa em pé sobre um palco, vestindo traje formal com paletó escuro, camisa clara e sapatos sociais. Ao fundo, há uma grande tela com design moderno em tons de azul, roxo e rosa, exibindo um círculo estilizado com efeito de luz. O texto visível na tela diz: “AI begins with trust” e, à direita, “Trusted partnerships”. A iluminação é intensa e direcionada para destacar o apresentador, criando um ambiente típico de conferência tecnológica ou evento corporativo de grande porte. (Cisco)
Construção civil — Foto: Reprodução

O Índice Anual de Preparação para IA da Cisco revela que 83% das organizações em todo o mundo planejam implantar agentes de inteligência artificial (IA), e quase 40% esperam que robôs trabalhem ao lado de funcionários dentro de um ano. A pesquisa, publicada poucos dias antes do Cisco Partner Summit 2025, evento realizado nos dias 3 e 4 de novembro para os parceiros da empresa, reflete bem o motivo do foco da organização em IA.

O plano para este e os próximos anos é oferecer aos clientes suporte completo, tanto na implementação quanto na manutenção da tecnologia. Na visão de Chuck Robbins, CEO da companhia, a Cisco, como provedora de hardware e software, ocupa uma posição privilegiada na era da inteligência artificial.

Durante sua apresentação de abertura do evento, realizado em San Diego*, nos Estados Unidos, o executivo incentivou seus parceiros a aproveitarem essa vantagem: “Nosso poder vem do ecossistema que temos para ativar, que inclui rede, segurança, observabilidade, colaboração e vocês, que transformam isso em resultados para os clientes”, afirmou.

Leia mais: Conheça os vencedores do Prêmio Executivo de TI do Ano 2025

Apesar da confiança no ecossistema atual, ao longo do evento a empresa anunciou novas ferramentas para aprimorar suas entregas e conquistar ainda mais espaço no mercado. Com 54% das organizações afirmando que ainda não possuem a rede necessária para implantar agentes de IA e apenas 20% delas acreditando ter acesso à quantidade adequada de GPUs, a primeira novidade foi o Cisco Unified Edge, uma plataforma desenvolvida para possibilitar arquiteturas de rede descentralizadas capazes de dar suporte aos agentes de inteligência artificial.

“Mais da metade dos pilotos de IA de hoje está paralisada devido a restrições de infraestrutura. A borda é a nova fronteira da IA, e projetamos tudo isso para que possa crescer e se adaptar sem a necessidade de atualizações ou ‘substituições completas’”, afirmou o CEO.

O lançamento responde a uma nova demanda global, já que o volume de dados processados nas empresas cresce a cada dia. Robbins destacou ainda que 55% desse aumento está relacionado a dados de máquinas, e não gerados por humanos, o que amplia a necessidade de dispositivos capazes de suportar essa nova carga de trabalho. A Cisco prevê que 75% dos dados empresariais serão criados e processados em dispositivos de borda ainda neste ano.

Um problema de dados

Após cuidar do hardware, foi a vez do software passar por mudanças. Com o aumento no número de ataques cibernéticos após a chegada da inteligência artificial, a Cisco decidiu investir ainda mais na área de cibersegurança, utilizando a própria tecnologia para combater invasores. A escolha, de acordo com Jeetu Patel, presidente e CPO da companhia, veio da crença de que a falta de resiliência digital nas empresas é, na verdade, um problema de dados.

“Você precisa dos dados corretos para responder às ameaças, e nós temos essa telemetria para garantir que a infraestrutura volte ao funcionamento”, afirmou ao anunciar as novidades no Security Cloud Control, plataforma de gerenciamento unificado da empresa.

A partir de agora, além de contar com uma visão geral de seus clientes, incluindo entidades gerenciadas, assinaturas e controles de acesso, os parceiros poderão receber insights de agentes de IA. A tecnologia permitirá a automação de tarefas rotineiras, um processo de onboarding padronizado e automatizado, além da investigação de possíveis problemas de segurança antes de qualquer deslocamento.

O serviço reflete também o novo posicionamento da Cisco em relação aos parceiros. Desde o ano passado, a companhia vem promovendo mudanças em seu programa de parcerias, cada vez mais voltado à especialização das empresas e aos serviços gerenciados e de consultoria, que hoje já representam 96,5% de toda a receita gerada pelos associados.

“A confiança é algo que nos guia e estamos absolutamente convencidos de que não podemos fazer isso sem o ecossistema, e é por isso que falamos em torná-lo ágil”, afirmou Elisabeth De Dobbeleer, vice-presidente sênior do Programa de Parceiros Cisco, durante conversa com jornalistas.

Para Carlos Pereira, chefe de Arquitetura de CX, a novidade trará uma vantagem competitiva importante para países como o Brasil, com grande extensão e complexidade territorial. “Estamos falando de um país onde preciso atender o cliente da Faria Lima, mas também o do norte do Pará. E nem sempre consigo enviar uma equipe no dia seguinte, ou o custo é muito alto.”

*A jornalista viajou à San Diego à convite da Cisco

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