Operadora vai concentrar toda a infraestrutura de TI no espaço. Antes, o processamento das aplicações estava dividido entre São Paulo e Rio de Janeiro.
ATUALIZADA ÀS 12H29
Uma das prioridades da área de Tecnologia da Informação da Claro este ano foi a construção e a consolidação do novo data center da operadora. O projeto recebeu 40% do orçamento de 2009 do departamento de TI da companhia (cujo valor absoluto não é divulgado). O investimento foi aplicado na aquisição de equipamentos e na instalação do espaço de mil metros quadrados, localizado em Campinas, no interior de São Paulo. Com a iniciativa, a empresa transfre para São Paulo toda sua infraestrutura de TI.
A projeto, com duração de dois anos, teve início em 2008 e foi concluído no fim do ano passado. Antes, a infraestrura de TI ocupava dois data centers – um em Botafogo, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro, e outro na região da avenida Luis Carlos Berrini, em São Paulo. Os dois eram classificados como de nível 2 (em um ranking que varia 1 a 4). O novo data center da Claro é de nível 3, o que implica, entre outras coisas, em uma disponibilidade de operações da ordem de 99,98% – o que representa uma estimativa de falhas por, no máximo, 1h30min no ano.
“O nível 3 exige que a infraestrutura elétrica seja redundante e nosso data center foi construído dentro da filosofia n+1. Se eu preciso de dois geradores, tenho três”, diz o diretor de operações de infraestrutura de TI da Claro, Ricardo Redenschi.
Segundo o Chief Information Officer (CIO) da Claro, Ricardo Santoro, o projeto do novo data center estava na agenda da operadora há pelo menos um ano, quando a construção das instalações no interior de São Paulo foi concluída.
Um dos problemas dos antigos data centers era o excesso de máquinas por metro quadrado, o que criava áreas quentes no data center, elevando o consumo de energia elétrica com a sobrecarga do sistema de refrigeração para dar conta da demanda.
“O projeto foi aprovado antes da crise, diretamente pelo México”, diz Santoro, referindo-se à sede do grupo América Móvil, que controla a Claro. O principal benefício do projeto foi mitigar os riscos para a operação da companhia. Segundo o executivo, um ambiente instável poderia causar impactos diretamente no negócio da companhia.
O projeto
Com o projeto do data center, além de reunir sua infraestrutura de TI em um único espaço, a Claro investiu em consolidação de máquinas. Nos antigos data centers, o parque de servidores da operadora totalizava aproximadamente 500 computadores. Para o novo espaço, a meta é ficar abaixo dos 150 servidores físicos.
Redenschi calcula que 40% do processo de migração já foi concluído, o que inclui a virtualização de 40 servidores físicos em 150 máquinas virtuais que utilizam a solução da VMWare. Os servidores que já foram migrados concentram a maioria das aplicações críticas da operadora – as exceções são o faturamento de clientes pós-pagos, que ainda está no Rio de Janeiro, e do sistema de recarga de pré-pagos, que permanece em São Paulo.
“Até março, todas as aplicações críticas estarão no novo data center. O restante será migrado até o fim de 2010 para Campinas”, prevê o Santoro.
O projeto do novo data center, que contempla recursos como sala cofre de 120 metros quadrados e uma infraestrutura adequada à demanda por TI Verde, foi elaborado pela IBM e executado pela HP. A EMC ficou responsável por monitorar a qualidade do projeto. Na sala cofre ficam todas as máquinas com os dados da Claro, protegidos em um espaço protegido contra incêndios e catástrofes. Além disso, a empresa armazena, diariamente, as informações em uma fitoteca.
O acesso físico às instalações do data center em Campinas também foi reforçado. O espaço foi construído de forma compartimentada, com salas destinadas a áreas, como telecom, PABX e WAN. “Queremos aproveitar ao máximo o acesso remoto, evitando um dos principais ofensores à disponibilidade dos data centers, que são as próprias pessoas. Nosso objetivo é ter cada vez menos gente no data center”, afirma Redenschi.