Para o presidente João Cox, cotação do dólar pode impactar venda de aparelhos
No dia em que divulgou os resultados do terceiro trimestre de 2008, o presidente da Claro, João Cox, admitiu que a crise pode impactar a venda de aparelhos, caso o dólar não venha a cair. No entanto, Cox – assim como os outros presidentes das operadoras – está otimista. “Conquistamos a vice-liderança do mercado nacional de telefonia móvel, superando a marca dos 35 milhões de clientes e 25,3% de participação. E a operadora vem sustentando, desde o ano passado, indicadores de crescimento e desempenho muito positivos.”
Na perspectiva para as vendas de fim de ano, Cox reconheceu que a única coisa que poderia freá-las é a cotação da moeda norte-americana. “Se dólar permanecer neste nível, o mercado terá de se ajustar e o maior impacto é nos aparelhos. Mas há expectativa de retração do câmbio.” De acordo com ele, os dispositivos móveis são os grandes impulsionadores de receita, mas o impacto da variação do dólar deve ser minimizado devido ao estoque de aparelhos que Cox afirmou ter. “A Claro tem bastante aparelhos e modens 3G, suficientes para atender à demanda.”
O executivo afirmou que não vai haver retração nos investimentos da operadora. “A única maneira de reduzir investimentos é diminuir o crescimento”, justificou, esclarecendo que classifica os investimentos em três níveis: capacidade, qualidade e expansão. “Trato capacidade e qualidade como a mesma coisa, pois, se vou colocar cliente na base, preciso antes dimensionar a rede. E até agora não percebemos no mercado retração nas vendas”, disse sem revelar números.
Uma queda nos investimentos, segundo Cox, ocorreria caso os minutos de uso médio ou a quantidade de clientes parassem de crescer, o que a Claro ainda não verificou. Para o ano que vem, o presidente sinalizou que o orçamento de Capex e Opex seguirão no mesmo nível, sem redução.
Resultados
A receita total da Claro teve um crescimento de 16% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando R$ 2,9 bilhões, segundo dados divulgados pela América Móvil. A parte de serviços de valor agregado aumentou 67% em relação ao 3º trimestre de 2007 e 19% em relação ao trimestre anterior, impulsionada pelo crescimento do Claro 3G. Com isso, VAS respondem por 9,6% da receita de serviços da Claro.
O Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 673 milhões no período representa um crescimento de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebtida no terceiro trimestre foi de 22,8% e o lucro operacional (EBIT) alcançou R$ 103 milhões no terceiro trimestre de 2008.
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