Com 18 dos 36 lotes leiloados, total arrecadado pela Anatel chega a R$ 5,07 bilhões, 77% a mais que o mínimo esperado para todo o processo
A Claro é, até o momento, a empresa que mais investiu em licenças para a terceira geração da telefonia móvel. Os lotes adquiridos por ela somaram R$ 1,36 bilhão. A operadora também é a que pagou o maior ágio do leilão, 273,92% pela banda I da região 1.
Desde a manhã desta terça-feira (18/12), quando a Anatel começou o leilão, foram vendidos 18 dos 36 lotes previstos, com uma arrecadação total de R$ 5,07 bilhões, quase 50% a mais que o valor mínimo estipulado pela Agência para todo o leilão, R$ 2,8 bilhões.
Na seqüência da Claro, vem a Tim, com R$ 1,27 bilhão comprometidos. A líder de mercado Vivo, fez lances no total de R$ 1,13 bilhão. A Claro tem por enquanto cinco licenças, uma a mais que Vivo e Tim.
A Oi já investiu R$ 799,8 milhões na disputa, tendo deixado de lado apenas os lotes da área de atuação da Brasil Telecom (região II). Isto pode ser interpretado como um sinal de que as duas operadoras poderão mesmo se fundir. A BrT colocou R$ 483 milhões pela licença de 3G em sua área de atuação.
Falando em fusão, a Telemig Celular arrematou a banda J da região de Minas Gerais, lote interessante para a Vivo, que deve se tornar a controladora da primeira já no primeiro trimestre de 2008. A Vivo não participou da disputa por esta banda. O lance da Telemig foi de R$ 15,23 milhões.
O valor do ágio pago pelas operadoras neste segundo dia de leilão está bem mais ameno. Até o momento, o valor máximo atingido foi de 101%, lance dado pela CTBC para a banda G da região do triângulo mineiro. O valor do lance, no entanto, foi de R$ 22,5 milhões sobre um preço mínimo de R$ 11,2 milhões.