“Quanto mais crescemos, mais precisamos investir. E esse ponto nunca foi problema”, afirmou João Cox, presidente da operadora
A Claro pretende inaugurar cerca de 70 novos backhauls, localizados em grandes cidades brasileiras, até o final de 2010. Segundo João Cox, presidente da operadora, aproximadamente 30 dessas infraestruturas já estão prontas.
“Transmissão é um ponto importante, mas, tão importante quanto, é a capilaridade. Superada a questão do backbone, a questão é justamente o backhaul”, comenta o executivo, sinalizando o motivo da ampliação da rede e citando a construção de anéis óticos metropolitanos, estratégia em curso desde o ano passado.
O presidente não detalhou o investimento alocado na iniciativa, muito menos a previsão de recursos alocados pela companhia em sua operação nos próximos meses. Sobre cifras, limitou-se a afirmar que o montante aplicado superará US$ 1 bilhão. “Quanto mais crescemos, mais precisamos investir. E esse ponto nunca foi problema para a Claro”, disse.
O assunto veio à tona quando o executivo comentava a respeito do serviço de banda larga oferecido no Brasil e na possível aprovação de um plano governamental sobre o assunto – adiada várias vezes e com previsão de definição nos próximos dias.
Cox afirmou que a Claro foi a primeira operadora a posicionar-se a favor do Plano. “Se as condições forem simétricas”, considerou, “não vejo problema em o Estado participar do processo”.
Na visão de Cox, havendo igualdade de competição, quem for mais eficiente na oferta conseguirá conquistar e manter clientes. O executivo recordou que 40% do preço dos serviços de banda larga atrelam-se à tributação. “Não dá para não considerar o imposto”, disse.
Lego
No final de 2009, a Claro prometeu uma inovação por mês até o fim do ano. Mesmo sem nenhuma novidade revolucionária até o momento, a operadora cumpre sua palavra. Na quarta-feira (14/04) apresentou um modelo de oferta de serviço onde os clientes customizam seus planos.
Segundo o presidente da companhia, a formatação do conceito demandou esforços intensos de tecnologia. “É a Claro que se ajustando aos gostos dos clientes”, comentou.
O executivo cita a possibilidade de criação de 20 trilhões de combinações possíveis dentro dos pacotes propostos. “É quase como um Lego”, compara Cox, citando que o plano no pós-pago parte de um valor mínimo de R$ 50.