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Claro, Tim e Vivo estariam negociando compra da Oi, diz jornal espanhol

O jornal espanhol Expansión publicou nesta segunda (7) uma reportagem informando que a Tefónica/Vivo estaria negociando com TIM e América Móvil (Claro) a compra de ativos da Oi. De acordo com o texto, a Vivo seria a maior interessa na compra porque, com ela, poderia alcançar clientes nas regiões do Nordeste e Rio de Janeiro, […]

Publicado: 19/05/2026 às 21:23
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3 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

O jornal espanhol Expansión publicou nesta segunda (7) uma reportagem informando que a Tefónica/Vivo estaria negociando com TIM e América Móvil (Claro) a compra de ativos da Oi.

De acordo com o texto, a Vivo seria a maior interessa na compra porque, com ela, poderia alcançar clientes nas regiões do Nordeste e Rio de Janeiro, locais em que sua adesão é baixa. Também poderia usar a infraestrutura da operadora para diminuir custos e gastos com a implementação de aparelhos em regiões nas quais a Oi já opera.

Segundo a notícia, o cenário ideal seria que Claro e TIM juntassem esforços com a Vivo para a compra dos ativos, que depois seriam divididos entre elas.

Quais serviços estariam inclusos nessa compra não foram especificados no texto espanhol, que também reforça a dificuldade para concretizar esse acordo por parte de Claro — que recentemente recebeu a aprovação da compra da Nextel, feita em março deste ano por R$ 3,47 bilhões.

 

Rumores constantes

Não é a primeira vez em que a se anuncia a compra da Oi por outra grande empresa: no final de setembro surgiu o boato de que a Huawei estaria de olho na aquisição da empresa brasileira, fato negado posteriormente pela fabricante.

Ainda em setembro, outro jornal espanhol (no caso, o El Confidencial) afirmou que a Vivo, por meio da Telefónica, contratou o banco Morgan Stanley para assessorá-la na aquisição de parte dos ativos da Oi. Porém, a operação brasileira da telecom disse desconhecer a informação e que iria averiguar o caso com a matriz

A própria Oi, em recuperação judicial desde 2016 e com dívidas líquidas na casa dos R$ 12,5 bilhões no primeiro semestre de 2019, também estaria pensando em vender algumas divisões de negócio para levantar caixa — em especial o setor de telefonia móvel, no qual está longe da liderança, para focar em banda larga e telefonia fixa, mercados no quais possuem participação mais significativa.

Situação complicada

O cenário atual da operadora não está fácil: além da perda de clientes (4, 6 milhões de contas a menos do que em dezembro de 2016) a marca enfrenta problemas internos em sua alta liderança.

A GoldenTree Asset Management, maior acionista da companhia, vêm há meses criticando as decisões tomadas pelo diretor-presidente Eurico Telles, pedindo sua substituição do cargo o mais rápido possível. Recentemente, a empresa anunciou Rodrigo Abreu, ex-TIM, como o novo Diretor de Operações da marca.

Isso em falar nas questões financeiras: de acordo com reportagem publicada pelo Estado de S.Paulo, o caixa da operadora chegou ao “mínimo necessário” e a estimativa é de que os recursos se esgotem em fevereiro de 2020, caso não haja nenhuma mudança no negócio.

Caso o prognóstico se confirme, na pior das hipóteses a Anatel teria que intervir na operação da companhia para garantir que seus milhões de usuários não fiquem sem o serviço. Se a hipótese acabar se concretizando, o Expansión acredita que o governo brasileiro pode se mostrar mais aberto a uma possível fusão.

Procurada para comentar a possível aliança, a Oi declarou que não irá comentar o assunto.

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