Recursos destinam-se a redes 3G e 2G
A Claro comemora os resultados positivos divulgados nesta segunda-feira (28/04l) e anuncia investimentos em expansão de rede tanto da terceira geração (3G) como da segunda – esta última para os municípios ainda sem cobertura – ao longo de 2008. Segundo João Cox, presidente da operadora, a companhia vai desembolsar pelo menos R$ 2 bilhões.
Para os próximos meses, a Claro também tem programado o pagamento das licenças de operação da 3G nas faixas de 1.9 Ghz e 2.1 Ghz, no total de R$ 1,4 bilhão. “Somos a operadora menos endividada do mercado”, afirmou Cox. A companhia registrou aumento de 22% na receita do primeiro trimestre, com R$ 2,645 bilhões, e alta de 33% no EBITDA, para R$ 788,1 milhões.
Cox não revela as vendas de 3G, lançada no final de 2007. “O impacto sobre os resultados começará a ser sentido a partir de abril”. Além disso, a previsão é que a partir de maio, a Claro comece a oferecer a tecnologia em outras cidades brasileiras. O serviço está disponível no Distrito Federal e nas regiões metropolitanas de Recife, Fortaleza, São Paulo e Rio de Janeiro.
“O fato é com a 3G, a telefonia fixa terá maior preocupação. Até agora eles não sabem o que é competir”, declara Cox, posicionando o grande diferencial na oferta de dados.
Dentro do cenário de convergência, Fox alude à possibilidade de compor uma oferta de quadruplay (telefonia fixa, móvel, internet e TV por assinatura) com a Net, ainda em 2008. “Mas deixemos a condução deste tema para a Net, que é empresa de capital aberto”, comenta o executivo, sem dar maiores detalhes.