Cloud computing amadurece e protagoniza grandes mudanças em TI. Tendências voltam-se para virtualização e total disponibilidade
Passos lentos
A prova de que este conceito de as aplicações residirem em uma ?nuvem?
dá certo já existe, mas ainda é uma versão beta. No site de e-commerce
Amazon, há o EC2 (Elastic Computing versão 2), no qual desenvolvedores
podem criar um ambiente virtual e requisitar quantas máquinas forem
necessárias. O produto pode ser oferecido de forma personalizada para
outros clientes. O preço é determinado pelo volume que foi usado. Se
precisar de armazenamento, há outro serviço, o simple storage service
(S3).
Várias pequenas empresas tiraram proveito, mas a sedução atinge as
grandes companhias, que querem economizar e podem lidar com essa nova
cultura de compartilhamento de recursos e informação. É o caso do grupo
de mídia New York Times, que abrigou lá sua nova ferramenta pública que
permite navegar em 70 anos de notícia (de 1851 a 1922). A chamada Time
Machine conta com 11 milhões de artigos em PDF, que podem ser
consultados por ano, mês e dia.
Google e Yahoo também têm produtos similares. Eles utilizam alta
redundância nos servidores de custo baixo que possuem para oferecer
este tipo de serviço. O objetivo é ganhar cada vez mais clientes para
diluir o custo de operação. Especialistas apontam as empresas de data
centers como os próximos players deste mercado.
Os primeiros usuários do cloud computing devem ser as pequenas
empresas, start-ups e centros de pesquisa. ?Companhias maiores como
bancos, operadoras de telecom e indústrias só devem entrar nisto quando
tudo estiver mais estabilizado?, aponta o gerente de Marketing da HP
Brasil, Luis Sena.
O assunto já é comentado nas áreas de TI das empresas usuárias. A
reportagem da InformationWeek Brasil entrou em contato com algumas
delas, mas nenhuma quis se pronunciar oficialmente. O compasso de
espera se deve a essa fase beta. Elas esperam um amadurecimento das
ofertas.