A explosão digital vem exigindo cada vez mais dos data centers, que permanecem invisíveis para o público, mas são vitais para suportar serviços digitais em escala global. Esse crescimento, porém, traz um dilema: o alto consumo de energia e a pressão sobre as redes elétricas tradicionais. Segundo a Forrester, apenas nos Estados Unidos essas estruturas […]
A explosão digital vem exigindo cada vez mais dos data centers, que permanecem invisíveis para o público, mas são vitais para suportar serviços digitais em escala global. Esse crescimento, porém, traz um dilema: o alto consumo de energia e a pressão sobre as redes elétricas tradicionais. Segundo a Forrester, apenas nos Estados Unidos essas estruturas já respondem por 4,4% da eletricidade consumida no país e, em 2023, foram responsáveis por 105 milhões de toneladas de CO₂ equivalente.
Grande parte do problema está na ineficiência do processo. Mais de 60% da energia gerada a partir de combustíveis fósseis é desperdiçada em forma de calor, sem contar que o resfriamento das máquinas representa cerca de 40% do gasto energético total de um data center. Com a densidade de servidores em alta, o desafio tende a se intensificar.
Segundo análise da Reuters, diante desse cenário, cresce a busca por soluções energéticas mais limpas e eficientes. Entre elas está a cogeração, também conhecida como combined heat and power (CHP). O modelo consiste em produzir simultaneamente eletricidade e energia térmica a partir de uma única fonte, reaproveitando o calor que normalmente seria descartado.
Leia também: O dilema dos CIOs: acelerar a digitalização sem paralisar a operação
Na prática, isso significa elevar a eficiência energética para patamares de 85% a 90%. O calor recuperado pode ser convertido em aquecimento ou resfriamento para o próprio data center, reduzindo drasticamente o desperdício. Além disso, o sistema contribui para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa, alinhando-se a metas globais de sustentabilidade corporativa.
Outro ponto destacado pela Forrester é que a cogeração não se limita ao aspecto ambiental. O modelo também reforça a confiabilidade operacional, já que permite geração local de energia e reduz a dependência da rede elétrica. Isso garante maior resiliência diante de falhas ou picos de consumo, assegurando a chamada “five nines reliability”, 99,999% de disponibilidade.
A integração com recursos como microgrids amplia ainda mais a segurança, permitindo que os data centers mantenham suas operações ininterruptas mesmo em situações de instabilidade no fornecimento externo.
Com a demanda digital crescendo em ritmo acelerado, a adoção de estratégias como a cogeração surge como peça-chave para equilibrar inovação tecnológica, custos e responsabilidade ambiental. Para especialistas, o modelo pode transformar os data centers em agentes ativos da transição energética, convertendo estruturas altamente consumidoras em operações mais sustentáveis.
Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!