ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

A digitalização e o risco de ataques cibernéticos

O avanço da transformação digital nas grandes e médias empresas, que ocorreu principalmente após a pandemia de covid-19, alterou diversas dinâmicas e trouxe diferentes temas e preocupações para o centro dos negócios. Se por um lado ela permitiu o desenvolvimento e evolução dessas companhias, que precisaram se reinventar e investir tanto na melhora dos processos […]

Publicado: 14/03/2026 às 16:24
Leitura
3 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

O avanço da transformação digital nas grandes e médias empresas, que ocorreu principalmente após a pandemia de covid-19, alterou diversas dinâmicas e trouxe diferentes temas e preocupações para o centro dos negócios.

Se por um lado ela permitiu o desenvolvimento e evolução dessas companhias, que precisaram se reinventar e investir tanto na melhora dos processos internos quanto na criação de produtos e soluções que atendessem e previssem cada vez mais as necessidades e dores dos consumidores, por outro acabou as deixando mais dependentes da tecnologia e propensas a ataques cibernéticos.

Na pressa em realizar esse processo e não ficar atrás da concorrência, muitas organizações adotaram a digitalização de forma desorganizada e pouco planejada, e pior: sem a realização de testes de segurança para averiguação de proteção dos sistemas. Isso acabou resultando em uma maior exposição dos dados sensíveis, que ficaram à disposição dos criminosos virtuais.

Segundo a pesquisa Tendências e Ameaças LATAM 2022, elaborada pela ESET, empresa de segurança da informação, atualmente a implementação de ferramentas de segurança digital, como antivírus, VPN e autenticação de dois fatores ainda é baixa nas instituições. Cerca de 30% delas disseram não estarem preparadas para lidar com os ataques, enquanto 70% revelaram que, após a pandemia, estão mais alertas para a proteção de dados.

O que observamos é que, após alguns casos de vazamentos de grandes empresas como Renner, JBS e Fleury, que geraram enormes prejuízos e desconfianças por parte dos consumidores, esse assunto de fato passou a receber mais atenção das empresas. A partir daí, vimos um investimento maior em cibersegurança e na conscientização sobre o cuidado com as informações dos funcionários e clientes, como indicam os insights do relatório Inside Cybertech Report, realizado pela Distrito, plataforma de inovação aberta, que mostram que nos últimos dois anos o setor das cybertechs recebeu US$ 282 milhões em aportes.

Por mais caro que possa parecer investir nessa proteção, é um gasto extremamente necessário para a sobrevivência dos negócios tanto a curto quanto a longo prazo e certamente muito menor do que o despendido para se recuperar após um ataque do tipo. De acordo com informações da Cybersecurity Ventures, empresa de pesquisa especializada nesse mercado, a previsão é que até o final deste ano o total de danos causados pelos crimes cibernéticos atinja US$ 6 trilhões globalmente.

Com o avanço constante das tecnologias, a tendência é que os golpistas encontrem diferentes formas de burlar as plataformas e ter acesso às informações confidenciais dos negócios. Porém, não há nenhum segredo para vencer a luta contra as investidas desses criminosos. A maioria das empresas já entendeu que a solução passa por educar e treinar os colaboradores para que fiquem atentos e não caiam em estratégias como links em e-mails, mensagens e outros meios, e também nos investimentos em ferramentas e profissionais voltados a garantir esse cuidado e preservação dos sistemas.

* Gustavo Caetano é CEO da Sambatech e da Samba Digital

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas