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A esperada queda da taxa de juros

Por Claudia Amira, diretora-executiva da ABCD (Associação Brasileira de Crédito Digital) Em meio a uma série de iniciativas que têm colocado a agenda econômica no centro de importantes debates no país, entre elas a Reforma Tributária, o programa de renegociação de dívidas, o Desenrola, e o novo arcabouço fiscal, um tema transcende os demais e […]

Publicado: 28/03/2026 às 08:05
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Mediamodifier por Pixabay
Construção civil — Foto: Reprodução

Por Claudia Amira, diretora-executiva da ABCD (Associação Brasileira de Crédito Digital)

Em meio a uma série de iniciativas que têm colocado a agenda econômica no centro de importantes debates no país, entre elas a Reforma Tributária, o programa de renegociação de dívidas, o Desenrola, e o novo arcabouço fiscal, um tema transcende os demais e segue onipresente: a elevada taxa básica de juros. 

Atualmente em 13,75%, a Selic, de acordo com projeções do mercado financeiro, deve passar por um processo de redução a partir da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, agendada para o início de agosto. A princípio, apostam os especialistas, o corte deve ser moderado, ficando na casa dos 0,25 ponto percentual – e não nos 0,50 como anteriormente apontado. A expectativa é que, no final do ano, o índice chegue na casa dos 12%.  

Resultado recente do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) justifica o movimento mais conservador, uma vez que a inflação registrou queda de 0,08% em junho, primeira deflação em nove meses. No entanto, o índice relacionado a serviços teve elevação de 6,2%, o que significa pressão significativa nos preços, o que cria um clima de maior cautela. 

Independentemente do percentual do corte previsto, a redução da taxa de juros é uma medida de grande importância para a economia como um todo, notadamente para o setor de crédito. Com a queda da Selic, os recursos financeiros, sejam eles empréstimos ou financiamentos, por exemplo, tornam-se mais acessíveis para pessoas físicas e jurídicas. Enquanto consumidores têm a chance de acessar linhas com melhores taxas, as empresas ganham fôlego para retomar os investimentos. Do lado das instituições financeiras provedoras de crédito, amplia-se o mercado e as possibilidades de ofertar produtos e serviços inovadores. 

Para  além da aplicação de taxas mais justas e menos abusivas, adequadas ao perfil específico dos diferentes tipos de tomadores, a redução da Selic tende a impactar positivamente também uma situação que não para de se agravar: o contingente de inadimplentes. De acordo com dados da Serasa, em maio eram 71,9 milhões em situação de inadimplência, 463 mil pessoas a mais do que no mês anterior. Nesse contexto, juros menores podem gerar uma relação mais positiva entre os que buscam recursos financeiros e seus credores e ainda desempenhar papel importante na hora de uma eventual renegociação.

O Brasil ocupa o topo do ranking global dos juros reais e, culturalmente, é um país de população consumidora de crédito. Desta forma, é natural a expectativa pela queda dos juros e por seus benefícios imediatos e de médio e longo prazo. Que assim seja. 

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