por Elisa Jardim* Se me questionam sobre o futuro do mercado de trabalho de tecnologia, afirmo de forma otimista que, de maneira geral, a área continuará a crescer, o que significa um cenário positivo para quem deseja continuar ou ingressar no setor. No entanto, para que o profissional seja um candidato interessante ou se destaque […]
por Elisa Jardim*
Se me questionam sobre o futuro do mercado de trabalho de tecnologia, afirmo de forma otimista que, de maneira geral, a área continuará a crescer, o que significa um cenário positivo para quem deseja continuar ou ingressar no setor. No entanto, para que o profissional seja um candidato interessante ou se destaque em sua posição atual, é imprescindível que se mantenha atento aos novos sistemas e infraestruturas que passam por atualizações a todo momento, como é o caso da automação – tema latente nas discussões atuais.
De acordo com a 31ª edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH), 84% dos profissionais empregados acreditam que a mecanização pode melhorar sua qualidade do trabalho, enquanto 59% demonstram interesse em adquirir novas competências. Ter o conhecimento e saber adaptar-se às automações, porém, requerem uma postura proativa para desenvolver habilidades que complementem o conhecimento técnico e potencializam o talento humano.
Apesar de ser uma questão frequentemente levantada no mercado, a substituição total do trabalho humano por máquinas não deve ser considerada como uma realidade próxima. As automações ainda dependem da capacidade humana de programação, acompanhamento e revisão de seus resultados. A interação com chatbots, por exemplo, ainda carecem de respostas integralmente satisfatórias, reforçando a clara diferença entre a interação humana e sistemas.
Segundo dados do Future of Jobs Report 2025 (WEF), até o ano de 2030, 59% da força de trabalho global precisará passar por reskilling ou upskilling, o que enfatiza a importância do aprendizado contínuo. Para os profissionais de tecnologia, a necessidade é ainda mais urgente e constante. Durante processos seletivos, um dos fatores considerados pelos headhunters ao selecionar candidatos para entrevistas é justamente a relação de cursos e certificações da área de acordo com sistemas e ano de atualização.
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Ainda sobre os processos de recrutamento e seleção especializado em Tecnologia da Informação, é interessante notar uma mudança importante neste mercado: atualmente, a graduação em tecnologia não é mais um requisito absoluto, desde que o profissional possua experiência comprovada com cursos relevantes na área, movimento que se intensificou durante e pós-pandemia com o aumento de vagas disponíveis no setor. Esse fato pode impactar a competitividade entre candidatos em processos seletivos e profissionais em progressão de carreira, por isso a relevância do reskilling e upskilling.
O mais recente Guia Salarial da Robert Half revela quais são as habilidades comportamentais mais difíceis de encontrar em processos seletivos da área, o que pode contribuir para os candidatos que buscam se destacar e se desenvolver em sua carreira:
*Elisa Jardim é Gerente da Robert Half (Divisão de Tecnologia)
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