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Cibersegurança industrial: os desafios na proteção de operações críticas

Observando as engrenagens que movem nossa sociedade, vejo uma imensa rede de sistemas industriais. Invisíveis para muitas pessoas, mas que são absolutamente vitais. São eles que mantêm a energia circulando, garantem o fornecimento de água, movimentam o transporte, possibilitam a comunicação e fazem o petróleo chegar onde é necessário, por exemplo. É importante considerar que […]

Publicado: 10/03/2026 às 23:54
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4 minutos
Cibersegurança industrial: os desafios na proteção de operações críticas
Construção civil — Foto: Reprodução

Observando as engrenagens que movem nossa sociedade, vejo uma imensa rede de sistemas industriais. Invisíveis para muitas pessoas, mas que são absolutamente vitais. São eles que mantêm a energia circulando, garantem o fornecimento de água, movimentam o transporte, possibilitam a comunicação e fazem o petróleo chegar onde é necessário, por exemplo. É importante considerar que essas engrenagens não funcionam isoladas: estão interligadas por tecnologias operacionais e sistemas digitalizados cada vez mais sofisticados. Justamente por isso, a indústria se tornou um alvo estratégico para cibercriminosos. Não importa se estamos falando de pequenas fábricas ou grandes plantas globais: comprometer tais estruturas é comprometer a base da nossa vida cotidiana.

O avanço da automação e do uso de IoT trouxe benefícios inegáveis, mas também abriu portas para ameaças cada vez mais ousadas. O relatório global DBIR 2025 revelou 3.837 incidentes de segurança industrial entre novembro de 2023 e outubro de 2024, incluindo 1.607 vazamentos confirmados de dados (praticamente o dobro do ano anterior). Pequenas e médias empresas, responsáveis por mais de 90% dos casos, continuam sendo as mais vulneráveis. O dado mais preocupante, porém, é que 64% das informações roubadas são internas, muitas vezes cruciais para a operação. Estamos diante de ataques que não buscam apenas extorsão, mas espionagem industrial e vantagem competitiva.

Ainda de acordo com o relatório, entre os padrões de ataque mais frequentes, as invasões de sistemas lideram com 60% das violações, seguidas pela engenharia social (22%) e ataques básicos a aplicações web. O ransomware, responsável por 47% das invasões, segue como a arma preferida dos criminosos, enquanto golpes de phishing e exploração de vulnerabilidades completam o cenário de risco. O que está em jogo vai além de prejuízos financeiros: é a continuidade das operações, a segurança pública e a confiança nos serviços essenciais.

Leia também: Varejistas ao redor do mundo estão se preparando contra ataques de ransomware

Estratégias e ferramentas úteis

Como especialista em cibersegurança, tenho notado o impacto das ameaças no setor e sei que enfrentar esses desafios exige soluções sólidas. Hoje, existem no mercado tecnologias que blindam comunicações, protegem credenciais e reduzem drasticamente o risco de invasões – estratégias que podem (e devem) ser adotadas. Certificados digitais, aliados a Autenticação Multifator, tornam mais difícil para criminosos explorarem credenciais roubadas ou falsificarem mensagens de e-mail. Para empresas industriais, isso significa evitar perdas e garantir a estabilidade de processos, protegendo informações sensíveis que sustentam sua vantagem competitiva.

Quando falamos de segurança de e-mail (S/MIME), a combinação de criptografia ponta a ponta possibilita que funcionários e parceiros possam compartilhar dados com mais segurança e com menor risco de golpes por phishing. Esse nível de proteção evita interrupções custosas e fortalece a imagem da empresa em um mercado cada vez mais atento à confiabilidade das operações.

Já no combate ao ransomware, a estratégia é preventiva. O gerenciamento rigoroso de identidades e o monitoramento contínuo de certificados digitais por meio de plataformas automatizadas como o LifeCycleX limitam as oportunidades para hackers. Quando essas práticas são integradas a sistemas de detecção proativa, o impacto potencial de um ataque é drasticamente reduzido. Essa integração tecnológica permite às equipes de segurança industrial uma visão ampla e em tempo real de seus ambientes.

Com respostas rápidas e coordenadas, as empresas conseguem minimizar riscos e proteger não apenas seus ativos, mas também o ecossistema que depende deles. Proteger sistemas industriais é proteger as cidades, a economia e o futuro que estamos construindo. Investir em soluções robustas e colaborar estrategicamente não é apenas prudência, é a chave para um amanhã mais seguro e resiliente.

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