Os últimos meses têm sido desafiadores para o varejo, que viu os dados do setor recuarem 0,8% em julho quando comparado ao mês anterior, e 0,1% em agosto, de acordo com informações recentes da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o último Índice Nacional de Preços […]
Os últimos meses têm sido desafiadores para o varejo, que viu os dados do setor recuarem 0,8% em julho quando comparado ao mês anterior, e 0,1% em agosto, de acordo com informações recentes da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o último Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15), principal índice brasileiro para medir a inflação, divulgado também pelo IBGE, em setembro houve uma queda de 0,37%, que foi impulsionada principalmente pela queda no preço dos combustíveis.
Esse cenário modifica os hábitos de consumo dos brasileiros, que passam a controlar muito mais os seus gastos, direcionando-os para o que realmente é necessário para sobreviver, e provocando o endividamento da população. Diante disso e com a proximidade de datas importantes para o varejo, como a Black Friday e no Natal, os varejistas precisam buscar diferentes estratégias para atrair os consumidores e proporcionar experiências positivas mesmo em tempos difíceis.
O ponto principal para conquistar os clientes é utilizar os dados de consumo e comportamento deles, entendendo qual é o seu perfil, do que eles precisam, que tipo de produto ou solução estão acostumados e mais propensos a adquirir e qual o canal mais propício para atingi-los.
Mas, ainda que isso seja essencial para otimizar a experiência dos consumidores, muitas empresas ainda acreditam estar distante da sua realidade, seja devido ao tamanho dos negócios ou do capital disponível para acessar as ferramentas necessárias. Entretanto, é fundamental entender que existem diversas formas simples de evoluir a maturidade dos dados.
O primeiro passo é garantir que as lideranças das organizações tomem decisões baseadas neles, e, para isso, é preciso que exista a coleta constante e atualizada, e que essas informações fiquem disponíveis de forma organizada e bem estruturada para que a leitura seja facilitada. A partir disso, é possível começar as análises e antecipar os desejos dos clientes, direcionando esforços e campanhas para o público certo – o que não apenas vai ajudar as empresas a alavancar as vendas, como também permitir que o usuário se beneficie verdadeiramente com o que foi comprado.
Caso a instituição já esteja em outro patamar de dados, ainda existe oportunidade de crescimento e evolução. Uma empresa só é considerada data driven quando atinge nota máxima em todos os pilares: coleta, infraestrutura, métricas e acesso – e a maioria das companhias pós-transformação digital apresenta nota dois.
Outro ponto essencial é entender que hoje em dia as pessoas estão buscando por soluções sob medida, que acompanhem sua jornada de compra do início ao fim, tenham o mínimo de atrito possível, sejam ágeis e hiper personalizadas, para que eles tenham uma vivência única e individual que dialogue de fato com as suas necessidades e demandas.
Só com esses entendimentos será possível realmente criar experiências boas e engajadoras para o público, ainda mais em um mercado que tem se transformado a um ritmo extremamente acelerado, e ganhar relevância e vantagem competitiva nos negócios.
As companhias que compreenderem isso vão performar de maneira muito mais satisfatória e terão sucesso ao captar e fidelizar clientes. Estamos em um momento no qual a disputa não gira mais em torno do grande contra o pequeno, mas sim de quem consegue fazer uma leitura ampla do cenário, utilizar as tecnologias a seu favor e encantar os consumidores com jornadas personalizadas. Invista nisso!
* Gustavo Caetano é fundador da Sambatech e Samba Digital